🎬 Filme gravado no Litoral ganha destaque nacional ao chegar ao Amazon Prime Video
O filme gravado no Litoral gaúcho A Primeira Morte de Joana (2021) finalmente chegou ao streaming.
A obra sensível e premiada da cineasta Cristiane Oliveira está disponível para aluguel por R$ 6,90 no Amazon Prime Video, com opção de assistir também pelo canal Looke, que oferece teste gratuito de sete dias.
Realizado pela Okna Produções em parceria com a francesa Epicentre Films, o longa é o segundo filme de Cristiane Oliveira, também diretora de Mulher do Pai (2016) e Até que a Música Pare (2023).
Após uma trajetória internacional em festivais da Índia, Espanha e Grécia, a produção retorna aos holofotes e volta a emocionar o público com sua fotografia e narrativa poética.
🏆 Sucesso em festivais e reconhecimento no Festival de Gramado

Lançado no Festival Internacional da Índia, A Primeira Morte de Joana percorreu o circuito mundial e conquistou três Kikitos no Festival de Gramado: melhor fotografia (Bruno Polidoro), melhor montagem (Tula Anagnostopoulos) e o prêmio da crítica.
O longa reafirma a força do cinema gaúcho e o olhar autoral de Cristiane Oliveira, que transforma paisagens e sentimentos em uma experiência visual e sensorial.
🌾 Litoral Norte como cenário e personagem

Assim como em Mulher do Pai, onde explorou a região da Campanha, Cristiane volta seus olhos para o interior e o Litoral do Rio Grande do Sul.
As filmagens ocorreram em Osório e Santo Antônio da Patrulha, locais que dão identidade e poesia à narrativa.
A história se passa no verão de 2007, período da inauguração do Parque Eólico de Osório — símbolo da transformação da protagonista, Joana, interpretada com delicadeza por Letícia Kacperski.
Aos 13 anos, a jovem vive o despertar da sexualidade e o confronto com segredos familiares.
Os cata-ventos do parque representam mudança e movimento, enquanto o lago simboliza a estagnação dos personagens diante de tradições, preconceitos e dilemas internos.
👩👧 Relações familiares, afetos e descobertas
Joana vive com a mãe, Lara (Joana Vieira), e a avó, Norma (Lisa Gertum Becker), que trabalham vendendo cucas.
O ponto de partida da trama é a morte da tia-avó Rosa, que, segundo a família, faleceu sem nunca ter namorado.
Curiosa, Joana inicia uma investigação sobre o passado da parente, revelando silêncios e dores entre as mulheres da família.
A diretora contou que Rosa foi inspirada em uma mulher real que conheceu:
“Era uma pessoa muito ativa artisticamente e socialmente, que fugia do estereótipo do que se esperava de uma mulher da sua época. Isso me fez pensar sobre a coragem de ser quem se é.”
💫 Amizade e amadurecimento
Durante a jornada, Joana conta com o apoio da melhor amiga Carolina (Isabela Bressane), também de 13 anos.
A relação entre as duas remete ao premiado Close (2022), indicado ao Oscar.
Ambas as produções tratam da amizade e da descoberta de identidade na adolescência, entre o desejo de pertencimento e as pressões sociais.
🎭 Temas contemporâneos e reflexão sobre o feminino
Cristiane Oliveira utiliza a jornada da protagonista para discutir gênero, sexualidade e identidade em um contexto ainda dominado por padrões conservadores.
“Quando você não se encaixa nos estereótipos sobre como se tornar uma mulher, precisa ter a coragem de criar as próprias referências”, afirma a diretora.
Para ela, a história é um convite à reflexão:
“A Primeira Morte de Joana nasceu no momento em que os movimentos contrários ao ensino de temas sobre gênero nas escolas ganhavam força. Por quê? Porque falar sobre isso é abrir espaço para o respeito e o autoconhecimento.”
🎥 Um cinema que fala sobre nós
Mais do que uma história de amadurecimento, A Primeira Morte de Joana é um retrato sensível da vida no interior gaúcho, das paisagens do Litoral Norte e das contradições entre tradição e liberdade.
Com estética delicada e narrativa introspectiva, o longa confirma Cristiane Oliveira como uma das vozes mais consistentes do cinema brasileiro contemporâneo.



















