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Falsa psicóloga é investigada por atender crianças com autismo no RS

Falsa psicóloga investigada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul atendia há cerca de três anos, de forma clandestina, crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA) e…
Falsa psicóloga

Falsa psicóloga investigada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul atendia há cerca de três anos, de forma clandestina, crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA) e transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) em Porto Alegre, Guaíba e Canoas.

A mulher, de 33 anos, se passava por psicóloga clínica sem possuir graduação completa ou registro profissional.

A descoberta levou à deflagração da “Operação Superego”, que resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão em sua residência e nos consultórios onde realizava os atendimentos.

Mandados em três cidades e material comprometedor

Durante a ação policial, foram apreendidos documentos como receituários, carimbo profissional, fotos de toga de formatura e canudo universitário.

A polícia também encontrou manuscritos em que a investigada estabelecia metas financeiras com os atendimentos fraudulentos — uma das anotações mencionava o objetivo de arrecadar R$ 10 mil em um único mês.

Suposta formação e uso indevido de registro de psicóloga

Segundo apurado, a mulher chegou a iniciar o curso de Psicologia, mas nunca o concluiu.

Mesmo sem formação, se apresentava nas redes sociais como especialista em neuropsicologia, TEA, TDAH e disfunções neurológicas.

Para dar aparência de legalidade, utilizava o número de registro de uma psicóloga da cidade de Ivoti, no Vale do Sinos, sem autorização.

A titular do registro foi quem denunciou a fraude à polícia, em maio deste ano.

Mãe descobre fraude após dificuldades com documentação

Um mês depois da primeira denúncia, uma mãe procurou a 3ª Delegacia de Polícia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPPCA), em Porto Alegre, após desconfiar da psicóloga que atendia sua filha de sete anos.

Ao ter dificuldade em conseguir os documentos do tratamento da criança, decidiu investigar e descobriu que o número do registro profissional utilizado pertencia a outra pessoa.

Falsa psicóloga atendia crianças com autismo e TDAH

De acordo com o delegado Fábio Motta Lopes, de Ivoti, três crianças foram identificadas como vítimas nos primeiros levantamentos, mas esse número pode ser ainda maior.

Agendas e recibos apreendidos sugerem que a falsa psicóloga pode ter atendido centenas de pacientes — a maioria, crianças e adolescentes com transtornos neurológicos, em contextos sensíveis e que exigem atenção especializada.

Ensaio de formatura e possível engano até entre familiares

Para sustentar a farsa, a mulher teria forjado até mesmo uma formatura, com direito a fotos de toga ao lado de familiares.

A polícia apura se os parentes estavam cientes do esquema ou se também foram enganados.

As imagens foram utilizadas para reforçar a credibilidade nas redes sociais, onde divulgava os serviços ilegais.

Desdobramentos e etapas finais da investigação

A investigação em Ivoti está na fase final.

Os documentos recolhidos serão analisados para conclusão do inquérito.

A suspeita foi chamada para depor, mas optou por permanecer em silêncio

Já na 3ª DPPCA, em Porto Alegre, os agentes irão mapear as vítimas e aprofundar a apuração com base no material apreendido.

Polícia orienta famílias a registrarem ocorrência

A Polícia Civil orienta que todas as pessoas que acreditam ter sido vítimas da falsa psicóloga devem procurar a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento da Divisão Especial da Criança e do Adolescente (Deca), na Avenida Augusto de Carvalho, nº 2000, em Porto Alegre.

Também é possível registrar boletim de ocorrência pela internet ou em qualquer delegacia do estado.

Para acessar o serviço, basta entrar nesta página, selecionar o tipo de boletim de ocorrência (BO) e preencher dados.

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Falsa psicóloga

Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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