Estrada do Mar: Governo do RS autoriza estudos para a duplicação
O projeto de duplicação da RS-389, conhecida como Estrada do Mar, aguardado há mais de 20 anos pelos moradores e frequentadores do Litoral Norte, teve um avanço após o secretário estadual de Logística e Transportes, Juvir Costella, receber o aval do governador Eduardo Leite para dar início aos estudos técnicos que vão viabilizar a obra.
O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) será responsável pela contratação da empresa que desenvolverá o anteprojeto de duplicação, previsto para o início de 2026.
Primeira etapa: estudo técnico
A contratação deve ocorrer no início de 2026 e o anteprojeto elaborado ao longo do mesmo ano, indicando prioridades de trechos e custos estimados.
O plano também avaliará a possibilidade de permitir o tráfego de caminhões mais pesados, algo atualmente proibido na via.
Hoje, veículos com peso superior a 23 toneladas, mais de três eixos ou carga perigosa não podem circular pela Estrada do Mar.
Caso os estudos confirmem a viabilidade, a pista atual deverá passar por reforço estrutural, melhorando a capacidade e a durabilidade da rodovia.
Custo estimado e trechos prioritários
Segundo estimativas preliminares do Daer, o custo da duplicação pode variar entre R$ 10 e R$ 20 milhões por quilômetro.
A obra será dividida em lotes, com prioridade para os trechos de maior movimento, como o que liga Osório a Capão da Canoa, especialmente congestionado nos períodos de veraneio.
A RS-389 tem cerca de 90 quilômetros, ligando Osório a Torres.
Apesar de possuir pista simples mais larga, a rodovia não conta com acostamento.
“Nenhuma obra é barata, mas o impacto será enorme”, diz secretário
O secretário Juvir Costella destacou a importância da obra para o desenvolvimento da região:
“A ideia é ampliar a rodovia. Hoje, não há nem acostamento. Nenhuma obra é barata, mas precisamos pensar no que essa duplicação vai significar em segurança, mobilidade e economia para o Litoral Norte”, afirmou.
Já o diretor-presidente do Daer, Luciano Faustino, ressaltou que a área onde ocorrerá o alargamento já pertence ao Estado, o que dispensa desapropriações e pode acelerar o início da execução.
“Como a faixa de domínio já é pública, o Estado não precisará gastar com desapropriações, o que representa economia e agilidade para o projeto”, explicou Faustino.
Próximos passos: do estudo à execução
Após a conclusão do anteprojeto, será aberta uma nova licitação para definir quem elaborará o projeto básico e executivo, além da empresa responsável pela execução das obras.
A expectativa é que o projeto completo seja concluído nos próximos anos, com as obras iniciando após a aprovação ambiental e a liberação orçamentária.
A duplicação da Estrada do Mar é vista como estratégica para o turismo, o transporte e a economia regional, melhorando a fluidez do tráfego e reduzindo o número de acidentes — um dos principais problemas enfrentados.



















