Elefante-marinho que estava na orla é visto no Rio Tramandaí e chama atenção
O elefante-marinho que chamou a atenção de moradores e turistas nos últimos dias voltou a ser visto na quinta-feira (1º), desta vez navegando tranquilamente pelas águas do Rio Tramandaí, longe da intensa movimentação de banhistas registrada anteriormente na orla.
O animal havia surpreendido o público ao circular pela faixa de areia de Tramandaí e até atravessar uma rua próxima ao mar, despertando curiosidade, encantamento e também alertas ambientais no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.
A cena foi acompanhada de perto por órgão ambientais, que atuaram para garantir a segurança tanto do elefante-marinho quanto das pessoas que se aproximaram para observar o momento.
Sob orientação dos profissionais, o animal conseguiu atravessar a via pública e retornar ao mar com tranquilidade, em meio a aplausos e registros feitos por moradores e turistas que acompanhavam a movimentação.
Especialistas reforçam que o comportamento é considerado natural e pedem que a população mantenha distância, evitando qualquer tipo de interação que possa causar estresse ao animal.
Monitoramento ambiental e orientação à população
Segundo o médico veterinário Derek Blaese de Amorim, do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), da UFRGS, o comportamento apresentado pelo animal é considerado normal.
“Ele está com uma ótima condição corporal e parou aqui para fazer a troca de pelagem. Esse animal faz uma troca anual que dura em média quatro semanas. Durante esse período, ele vai fazer movimentos de entrada e saída da água, vai ficar um tempo na areia fazendo alguns buracos e jogando areia em cima dele. Ele também perde um pouco de peso. Esse comportamento faz parte da biologia desse animal”, destaca o profissional.
Por que o elefante-marinho apareceu no Litoral Norte?
Apesar de serem mais comuns em regiões frias do hemisfério sul, como a Patagônia, elefantes-marinhos podem aparecer ocasionalmente no litoral brasileiro, especialmente durante períodos de migração ou descanso.
O Litoral Norte do Rio Grande do Sul, com áreas de areia extensa e menor perturbação em alguns trechos, acaba se tornando um ponto estratégico para o repouso desses animais.
Distância é fundamental: especialistas fazem alerta
As autoridades ambientais reforçam que não se deve se aproximar, tocar ou tentar interagir com o animal, mesmo que ele pareça tranquilo.
O monitoramento segue sendo feito por órgãos ambientais, que acompanham os deslocamentos do elefante-marinho.
Fenômeno encanta, mas exige responsabilidade
A presença do elefante-marinho no Rio Tramandaí se tornou um dos assuntos mais comentados da semana no Litoral Norte, movimentando moradores, turistas e redes sociais.
Apesar do encanto, especialistas reforçam que o respeito é essencial para garantir a preservação da espécie.



















