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Efluente tratado no Rio Tramandaí: governo detalha o que pode e o que é proibido

Efluente tratado no Rio Tramandaí O efluente tratado no Rio Tramandaí só poderá ser lançado caso atenda a critérios técnicos rigorosos definidos pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), segundo…
Audiência pública, Botos-de-Lahille, Dia Mundial da Limpeza em Imbé

Efluente tratado no Rio Tramandaí

O efluente tratado no Rio Tramandaí só poderá ser lançado caso atenda a critérios técnicos rigorosos definidos pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), segundo o governo do Rio Grande do Sul.

A autorização, ainda não concedida, está condicionada à comprovação de que a água devolvida ao rio será resultado de tratamento completo do esgoto, sem riscos ambientais ou à população que depende diretamente do manancial.

De acordo com os órgãos ambientais, não existe qualquer possibilidade de descarte de esgoto bruto.

O projeto envolve exclusivamente água residual tratada, monitorada e considerada compatível com os limites ambientais estabelecidos por lei.

Que tipo de efluente a Fepam pode autorizar no Rio Tramandaí

O material que poderá ser lançado pela Corsan no Rio Tramandaí é classificado como efluente de esgoto tratado, também chamado de água residual tratada.

Trata-se de um líquido que passou por processos físicos, químicos e biológicos, capazes de remover contaminantes, matéria orgânica e microrganismos nocivos.

Segundo o governo estadual, o aspecto final desse efluente é semelhante ao de água limpa, transparente e sem odor, resultado de um tratamento avançado realizado na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).

Quais características o efluente tratado precisa apresentar

Para ser autorizado, o efluente tratado deverá:

  • Ser clarificado e transparente

  • Estar isento de microrganismos patogênicos

  • Não conter matéria orgânica em níveis prejudiciais

  • Atender rigorosamente aos limites ambientais definidos pela Fepam

  • Ser monitorado de forma contínua e documentada

A liberação só ocorre se os dados comprovarem que o lançamento não compromete o equilíbrio do ecossistema aquático nem a segurança da população ribeirinha.

Esgoto bruto no Rio Tramandaí: existe essa possibilidade?

Não.

O governo do Estado é categórico ao afirmar que o lançamento de esgoto bruto no Rio Tramandaí não ocorrerá em nenhuma hipótese.

Qualquer descarte fora dos padrões técnicos inviabiliza a licença e pode resultar na interrupção imediata do processo.

O lançamento do efluente já começou?

Não.

Até o momento, não existe autorização para o início do lançamento. Isso só poderá ocorrer após a Fepam emitir a Licença de Operação, o que depende da comprovação de que:

  1. O rio possui capacidade ambiental para receber o efluente

  2. A estação mantém tratamento eficiente e constante

Sem o cumprimento simultâneo dessas condições, o descarte permanece proibido.

O que acontece com os resíduos sólidos do esgoto

Durante o tratamento, os resíduos sólidos são separados do líquido. Esses materiais não seguem para o rio.

Eles recebem destinação ambientalmente adequada, sendo encaminhados a aterros sanitários licenciados.

Ao Rio Tramandaí, caso haja autorização, seguirá apenas a água tratada.

O efluente tratado é considerado poluente?

O efluente tratado não é classificado como poluente da mesma forma que o esgoto bruto.

O processo de tratamento reduz drasticamente a carga de matéria orgânica e elimina agentes patogênicos, permitindo a reintegração controlada ao meio ambiente.

Ainda assim, o lançamento só é permitido sob monitoramento constante, justamente para evitar qualquer risco ambiental.

Existe risco para peixes, fauna e ecossistema?

Segundo os estudos apresentados, não há risco, desde que todas as exigências da licença sejam cumpridas. O sistema prevê:

  • Monitoramento ambiental contínuo

  • Mais de 30 pontos de coleta ao longo do rio

  • Avaliações trimestrais da qualidade da água

Caso qualquer alteração significativa seja detectada, o lançamento pode ser suspenso imediatamente.

Qual é o objetivo do projeto da Corsan

O projeto busca ampliar a coleta e o tratamento de esgoto, reduzindo o despejo irregular e os impactos ambientais causados por sistemas precários.

Com mais esgoto tratado adequadamente, há diminuição da poluição difusa e melhora nas condições sanitárias da região.

O governo classifica a obra como de utilidade pública, por fortalecer o saneamento básico, proteger a saúde coletiva e preservar o meio ambiente.

Como funciona a análise da Fepam para conceder a licença

A avaliação envolve uma equipe multidisciplinar com cerca de dez técnicos, entre especialistas, mestres e doutores da Fepam e da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema).

O processo começa com um Estudo de Capacidade de Suporte, que determina quanto o rio pode receber sem sofrer degradação ambiental. A partir desse estudo, são fixados os padrões máximos permitidos para o efluente tratado.

Por que não foi exigido EIA/RIMA

Segundo o governo, não foi exigido Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) porque:

  • O sistema já existe

  • Estudos ambientais anteriores já avaliaram alternativas tecnológicas e locacionais

  • Não se trata da implantação de um novo empreendimento, mas da ampliação e adequação de um sistema existente

Quais salvaguardas ambientais foram adotadas

Entre as principais medidas estão:

  • Mais de 30 pontos de monitoramento ambiental

  • Coletas trimestrais obrigatórias

  • Condicionantes técnicas rígidas

  • Suspensão imediata em caso de risco ambiental

O lançamento só ocorre se o rio e a estação atenderem simultaneamente aos critérios exigidos.

Quando a licença pode ser emitida

A Licença de Operação só será concedida quando:

  • Os dados comprovarem a capacidade do Rio Tramandaí

  • A ETE demonstrar tratamento contínuo e eficiente

Sem essas comprovações, não há autorização.

Como será feito o lançamento do efluente tratado

O descarte não ocorrerá de forma imediata ou em grande volume.

O plano prevê início gradual, com 20 litros por segundo, e ampliações apenas após novas análises confirmarem ausência de impactos negativos.

O projeto está sendo acompanhado pela Justiça

Sim.

Existem cinco ações judiciais, nas esferas estadual e federal.

Até o momento, nenhuma decisão suspendeu as licenças ou as obras.

Audiências públicas já foram realizadas, permitindo a participação da sociedade e o acesso às informações técnicas do projeto.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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