Dragagem do Canal Feitoria começa após risco de paralisação de indústrias
Dragagem do Canal Feitoria começa em Rio Grande, no Litoral Sul do RS, após meses de impasse e risco de bloqueio de navios que abastecem indústrias estratégicas da Região Metropolitana.
A Portos RS emitiu, nesta sexta-feira (6), a ordem de início dos trabalhos, informou o presidente Cristiano Klinger.
A obra será executada pela DTA Engenharia, vencedora do edital, e terá prazo máximo de seis meses, sendo 20 dias destinados à mobilização da estrutura e 160 dias para a execução efetiva. Segundo Klinger, a meta é concluir antes do limite.
Indústrias ameaçavam parar operações sem dragagem
O problema ganhou urgência após a Unifértil, produtora de fertilizantes, alertar a Portos RS sobre o risco de encalhes no transporte de matérias-primas.
A empresa relatou desabastecimento desde as enchentes de maio e afirmou que poderia buscar alternativas em outros portos ou até interromper as atividades em 2026 caso a hidrovia não fosse dragada.
Obra terá recursos do fundo de reconstrução pós-enchente
De acordo com o secretário estadual de Logística e Transportes, Juvir Costella, a dragagem vai retirar aproximadamente 700 mil metros cúbicos de sedimentos acumulados em um trecho de 500 metros.
O prazo de seis meses foi estipulado também para garantir o uso de recursos do Funrigs, fundo criado a partir da suspensão temporária do pagamento da dívida do Estado com a União após a tragédia climática.
Impacto direto na economia gaúcha
A dragagem é considerada estratégica para manter o fluxo de navios e evitar prejuízos bilionários à cadeia logística do Rio Grande do Sul.
Sem a intervenção, empresas ligadas ao setor de fertilizantes e outras indústrias do Litoral e da Região Metropolitana corriam o risco de sofrer paralisações em cadeia, comprometendo a produção agrícola e a economia regional.



















