Desvio de dinheiro no Litoral
Desvio de dinheiro no Litoral foi o foco de uma investigação em Rio Grande.
A Polícia Civil confirmou a abertura de 10 inquéritos para apurar crimes cometidos por uma mulher e seu filho, suspeitos de desviar valores de contas bancárias de idosos atendidos por ela.
A dupla foi presa na manhã desta terça-feira (28) durante a Operação Confidentia, deflagrada no Litoral Sul.
Segundo o delegado Maiquel Fonseca, responsável pelo caso, a estimativa preliminar indica que o prejuízo pode ultrapassar R$ 1 milhão — número que pode aumentar à medida que novas vítimas procurem a polícia.
O delegado explica que a primeira denúncia foi registrada em fevereiro de 2024, e desde então a equipe atua em um trabalho técnico e minucioso.
Quatro dos inquéritos já estão concluídos, enquanto os outros seis seguem em andamento.
“É uma investigação difícil, que exigiu muito trabalho. Ainda apuramos há quanto tempo isso acontecia”, reforçou o delegado Fonseca.
Como funcionava o esquema criminoso
Acesso privilegiado permitia operações fraudulentas
De acordo com a investigação, a mulher utilizava seu cargo em uma instituição financeira para acessar informações sensíveis de clientes idosos. Com esse acesso:
-
Emitia cartões bancários sem autorização dos titulares;
-
Realizava empréstimos consignados indevidos;
-
Efetuava transferências via Pix para contas ligadas ao esquema;
-
Manipulava movimentações de clientes com dificuldades operacionais, que confiavam nela para realizar ações bancárias.
Lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada
Para mascarar a origem ilícita dos valores, mãe e filho abriram empresas de fachada, permitindo que o dinheiro desviado fosse transformado rapidamente em recursos disponíveis para uso próprio.
Os idosos enganados dependiam da suspeita para realizar rotinas bancárias básicas, o que facilitou a fraude e ocultou o crime por mais tempo.
Desligamento da funcionária e novas preocupações
Após tomar conhecimento da investigação, a instituição financeira desligou a funcionária e colaborou com a Polícia Civil.
Contudo, ela já havia sido contratada por outra empresa, o que, segundo o delegado Fonseca, motivou o pedido de prisão preventiva, já que novamente teria acesso a dados pessoais de terceiros.
Próximos passos da investigação
A mulher e o filho serão encaminhados à Penitenciária Estadual de Rio Grande (Perg) ainda hoje.
A Polícia Civil segue analisando documentos, extratos e registros para concluir os seis inquéritos restantes e identificar se o esquema envolvia outros participantes ou se atingiu mais vítimas.
“As investigações continuam para finalizarmos os inquéritos abertos”, afirmou o delegado Fonseca.
A Operação Confidentia segue em andamento, e a polícia orienta possíveis vítimas a procurarem a delegacia para que novos relatos sejam anexados ao processo.



















