Desaparecido na enchente do RS é localizado com vida
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul confirmou nesta terça-feira (19) que um morador de Canoas, considerado desaparecido desde a tragédia climática de maio de 2024, foi encontrado com vida.
O caso trouxe surpresa e alívio em meio às lembranças dolorosas da maior enchente da história do estado.
O homem, identificado como Adriano Sandaowski, havia deixado a cidade durante o período de caos provocado pela cheia e se mudou para outro estado, sem conseguir manter contato com familiares.
Procedimento de saúde
Segundo informações, ele foi reconhecido após ter um procedimento de saúde agendado em outro município, o que possibilitou à Secretaria Municipal de Saúde confirmar sua identidade.
A Polícia Civil comunicou a Defesa Civil, que retirou oficialmente seu nome da lista de desaparecidos.
Com a atualização, a tragédia de 2024 passa a contabilizar 185 mortes confirmadas e 23 pessoas ainda desaparecidas.
Alívio em meio à tragédia: a dimensão da enchente no RS
A enchente de maio de 2024 entrou para a história como um dos desastres climáticos mais devastadores do Brasil, atingindo milhares de famílias, destruindo casas e interrompendo a rotina de dezenas de municípios.
Cidades como Canoas, Porto Alegre, Eldorado do Sul e São Leopoldo ficaram semanas sob a água, exigindo operações de resgate de grande porte e mobilização nacional.
Desaparecidos: o drama que ainda continua
Apesar da boa notícia em relação a Adriano, outras 23 pessoas seguem sem paradeiro confirmado.
Para muitas famílias, a angústia permanece, já que não há informações concretas sobre o que teria ocorrido durante o auge da tragédia.
Segundo especialistas, em desastres dessa magnitude é comum que alguns desaparecidos se desloquem para outros estados ou até países, sem conseguir comunicar sua situação, mas a maioria infelizmente corresponde a vítimas fatais ainda não identificadas.
Histórico de enchentes no Rio Grande do Sul
O episódio de 2024 se soma a uma série de eventos extremos que marcaram o estado nas últimas décadas.
Em maio de 1941, Porto Alegre enfrentou uma cheia histórica do Guaíba, usada como parâmetro por décadas.
Mais recentemente, em 2004, um ciclone extratropical deixou destruição no Litoral Norte e na Serra, e em 2020, outro fenômeno semelhante provocou danos severos e mortes.
Esses registros mostram que o Sul do Brasil convive ciclicamente com eventos climáticos extremos, agravados nos últimos anos pelas mudanças climáticas globais.
Autoridades reforçam alerta
O governo estadual destacou que a atualização da lista de desaparecidos é importante para dar segurança jurídica e transparência às famílias afetadas, mas reforçou que as buscas e investigações continuam.
Além disso, especialistas em clima alertam que eventos como a enchente de 2024 tendem a se repetir com mais frequência devido ao aquecimento global, exigindo políticas públicas mais eficazes de prevenção, infraestrutura urbana e monitoramento.


















