Defesa Civil do RS
Ciclone extratropical é o centro das atenções da Defesa Civil do Rio Grande do Sul nesta sexta-feira (7/11), após a ampliação das áreas classificadas como de risco severo para tempestades, ventos extremos e possibilidade de tornados.
O órgão estadual elevou o nível de criticidade especialmente na porção norte do Estado, abrangendo municípios próximos de Passo Fundo, Vacaria e Santa Rosa, devido ao avanço de uma área de instabilidade que deve provocar condições extremas entre sexta e sábado.
A formação do sistema no Sul do Brasil marca o início de um fim de semana de forte tensão meteorológica, com expectativa de chuva volumosa em curto período, rajadas violentas e granizo de grande porte.
O cenário coloca grande parte do território gaúcho em alerta máximo e exige atenção redobrada da população.
Risco severo é ampliado: por que a Defesa Civil soou o alerta?
O Centro de Monitoramento da Defesa Civil (CMDEC) confirmou que a formação do ciclone extratropical intensifica o risco de tempestades severas principalmente nas regiões Noroeste, Norte e Nordeste do Rio Grande do Sul, destacadas em vermelho no mapa oficial.
Essas áreas estão sob possibilidade real de:
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Rajadas acima de 100 km/h, com potencial destrutivo
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Tornados isolados, especialmente em corredores de instabilidade
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Granizo de grande porte, capaz de causar danos significativos
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Chuva intensa em curto intervalo, com risco de enxurradas e alagamentos
A reavaliação do cenário meteorológico levou o órgão a atualizar os níveis de criticidade para patamares mais elevados, reforçando a necessidade de que moradores sigam rigorosamente as orientações de segurança.
Regiões mais afetadas: onde o ciclone deve atingir com mais força
Noroeste, Norte e Nordeste: o epicentro da instabilidade
Segundo a Defesa Civil, essas regiões devem enfrentar o pior do sistema, com tempestades altamente severas.
Os ventos podem exceder os 100 km/h de forma abrangente, algo comparável a danos estruturais semelhantes aos de microexplosões e tempestades agressivas da primavera gaúcha.
A chuva prevista também preocupa: os acumulados devem atingir 60 a 100 mm em apenas 24 horas, podendo bater 150 mm entre a região Central e o Litoral Norte — um volume expressivo para tão poucas horas.
Entre a madrugada e o início da tarde, os meteorologistas alertam que a severidade dos temporais pode ser ainda maior devido à combinação de calor, umidade e intensa atuação do ciclone.
Impacto nas demais regiões do RS
Fora das áreas mais críticas, os acumulados variam entre 10 e 80 mm/dia, ainda com potencial de provocar alagamentos, especialmente em áreas urbanas.
As rajadas oscilam entre 50 e 85 km/h em grande parte do Estado, mas podem superar a marca dos 100 km/h em trechos do Litoral Médio e Norte, Costa Doce e Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPOA).
Sábado mantém instabilidade: chuva e vento persistem
Mesmo deslocado para o oceano, o ciclone extratropical continua influenciando as condições climáticas na madrugada e manhã de sábado (8/11). Regiões como:
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Costa Doce
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Litoral Norte e Médio
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Região Metropolitana de Porto Alegre
devem enfrentar chuva moderada a forte, com acumulados que variam entre 30 e 60 mm/dia, além de ventos de 50 a 85 km/h, podendo atingir novamente rajadas próximas dos 100 km/h.
O risco permanece alto durante a madrugada e as primeiras horas da manhã.
Domingo muda o cenário: alta pressão devolve o tempo firme
A trégua chega apenas no domingo (9/11), quando uma área de alta pressão atmosférica avança sobre o Estado e estabiliza o tempo.
O sol volta a aparecer, com nuvens variando ao longo do dia, e as condições se normalizam em todo o território gaúcho.
Situação hidrológica: risco de cheias rápidas e enxurradas
O panorama hidrológico do Estado, até o momento, mantém níveis dentro da normalidade na maior parte das estações monitoradas. Apenas alguns pontos do mapa apresentam níveis baixos. No entanto, o padrão deve mudar rapidamente devido à chuva intensa concentrada em poucas horas.
A Defesa Civil destaca risco significativo de:
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Cheias rápidas em arroios e pequenos rios
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Enxurradas em áreas de declive acentuado
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Alagamentos em regiões urbanas conforme a intensidade das precipitações
Os municípios marcados em amarelo e laranja no mapa hidrológico já estão sob condição de Atenção e Alerta.



















