Da perda à esperança: filhote de gato-maracajá é salvo no RS
A ocorrência foi registrada na quinta-feira (8), na localidade de Linha Barreiro, no município de Sete de Setembro, no Noroeste gaúcho.
O filhote de gato-maracajá, da espécie Leopardus wiedii, foi localizado após a morte da mãe, vítima de atropelamento.
Sozinho e vulnerável, o pequeno felino foi acolhido por agentes da Brigada Militar, por meio da Patrulha Ambiental (Patram) de Santo Ângelo, que realizou o resgate e os primeiros procedimentos.
Sobrevivência do filhote

Ao chegar ao local, a guarnição da Patram constatou que o filhote ainda apresentava boas condições clínicas, apesar do estresse causado pela perda da mãe e pela exposição ao ambiente.
O animal passou por uma avaliação inicial, que não identificou ferimentos aparentes nem sinais de debilidade grave.
Alerta contra a domesticação ilegal
A ocorrência também serviu para reforçar um alerta importante.
Apesar da aparência dócil e do porte reduzido, o gato-maracajá é um animal silvestre, protegido por lei, e não pode ser criado como pet.
A Brigada Militar lembra que a captura, o transporte, a manutenção ou a criação de animais silvestres sem autorização configura crime ambiental, conforme a legislação brasileira, podendo resultar em multas e outras penalidades.
Espécie ameaçada de extinção no Brasil
O gato-maracajá está incluído na lista de espécies ameaçadas no Brasil.
A principal ameaça à sobrevivência do felino é a combinação de desmatamento, fragmentação de habitat, caça ilegal e atropelamentos em rodovias.
Sua alimentação inclui aves de pequeno e médio porte, frutos e sementes.
Comunidade tem papel fundamental na preservação
A Brigada Militar destaca que a colaboração da população é essencial para a proteção da fauna silvestre.
Sempre que um animal for encontrado ferido, órfão ou em situação de risco, a orientação é não tocar e acionar imediatamente os órgãos ambientais.
Esse tipo de atitude evita acidentes, protege a população e aumenta as chances de recuperação do animal.
Encaminhamento para centro especializado em Passo Fundo
Após os trâmites legais e os cuidados iniciais, o filhote foi encaminhado ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres Primaves, em Passo Fundo.
O transporte contou com o apoio da Patram de Santa Rosa.
No local, o gato-maracajá passará por acompanhamento veterinário.


















