Criminosos: mandados foram cumpridos em RS, SC, SP, BA e PE

Operação policial no Rio Grande do Sul desmantela grupo que aplicava golpes digitais com vídeos deepfake de celebridades, incluindo a modelo Gisele Bündchen e apresentadoras como Angélica Huck, Juliette, Maísa e Sabrina Sato.
Os criminosos aplicavam fraudes envolvendo produtos inexistentes, enganando vítimas e desviando pagamentos para contas de fachada.
Como funcionava o golpe
Os estelionatários criavam vídeos em que as celebridades supostamente promoviam produtos, como malas de viagem, oferecidos “gratuitamente”, mas com pagamento de frete.
As vítimas eram direcionadas para sites falsos que simulavam ser legítimos, onde realizavam pagamentos.
Após a transferência, não recebiam o produto, enquanto os criminosos ficavam com o dinheiro.
“O que chamou a atenção foi a sofisticação técnica do golpe. Criaram deepfakes da imagem e voz de Gisele Bündchen, fazendo parecer que ela estava realmente promovendo o produto”, explicou a delegada Isadora Galian.
O valor do prejuízo por vítima era relativamente baixo, em média R$ 44,57, o que fazia com que muitas pessoas não denunciassem, dando aos criminosos uma falsa sensação de impunidade.
Investigação e prisões
A operação cumpriu nove mandados de busca e apreensão e sete de prisão preventiva, além de sequestrar 10 veículos, bloquear 21 ativos financeiros e contas de criptoativos em cinco estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Bahia e Pernambuco.
O grupo deve responder pelos crimes de estelionato, organização criminosa, lavagem de dinheiro e jogo de azar.
Os ganhos gerados pelo esquema podem alcançar R$ 210 milhões.
Até o momento da publicação desta reportagem, quatro pessoas haviam sido presas.
Suspeitos e perfis falsos
Os investigadores identificaram os suspeitos através de perfils falsos nas redes sociais.
Um dos perfis utilizava dados fictícios e VPN para ocultar a localização real.
Apesar disso, os perfis verdadeiros foram localizados, revelando ostentação de bens de luxo, incluindo Porsche Cayenne S, Range Rover Velar e BMW 430i, além de motocicletas BMW.
“Um dos suspeitos debochava de uma vítima que perdeu R$ 800, mostrando que o grupo operava com impunidade e em larga escala”, relata a delegada.
Mentoria para golpes digitais
Durante a investigação, a Polícia Civil descobriu que um dos integrantes oferecia mentorias ensinando técnicas de golpes digitais, criando uma rede de multiplicação do crime.
Como se proteger de golpes com deepfake
A Polícia Civil orienta sobre os sinais de golpes digitais sofisticados:
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Desconfie de promoções “imperdíveis” com celebridades.
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Verifique a autenticidade de perfis que divulgam ofertas.
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Pesquise a reputação da empresa em sites como Reclame Aqui antes de comprar.
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Nunca forneça dados pessoais ou realize pagamentos sem confirmar a legitimidade da oferta.
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Denuncie qualquer suspeita, mesmo que o valor seja baixo.



















