Crânios humanos
Seis crânios humanos em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, foram encontrados em diferentes pontos públicos da cidade entre junho e setembro de 2025, provocando preocupação na comunidade e mobilizando autoridades.
A Polícia Civil investiga se os ossos foram retirados de um ossário coletivo no cemitério do bairro Desvio Rizzo.
Primeiros achados aconteceram em praça entre escolas
A primeira ocorrência foi registrada no dia 3 de junho, no bairro Charqueadas, quando crianças que saíam da escola encontraram três crânios em uma praça localizada entre duas instituições de ensino.
Pouco mais de um mês depois, no mesmo local, outro crânio foi localizado, reforçando a hipótese de que os achados têm relação direta entre si.
Crânios expostos em áreas públicas levantam suspeitas
O quinto crânio foi encontrado em 11 de setembro no Parque Cinquentenário, no centro da cidade, apoiado sobre uma estrutura metálica em uma área de grande circulação.
A posição em que o osso estava levou a polícia a considerar que poderia ter sido colocado propositalmente para ser visto.
Já o sexto achado ocorreu no dia 15 de setembro, próximo a uma área de mata no bairro Desvio Rizzo.
Polícia Civil investiga crimes contra respeito aos mortos
O delegado Raone Nogueira afirmou que a principal linha de investigação aponta para a retirada dos ossos de um ossário do cemitério público do Desvio Rizzo.
Os casos estão sendo tratados como possíveis crimes de subtração de partes de cadáver, violação de sepultura ou violação de cadáver.
Até o momento, não há informações sobre suspeitos.
“Os crânios encontrados no Bairro Charqueadas têm ligação territorial e contextual. Todos estavam limpos e possivelmente retirados de um cemitério próximo”, explicou Nogueira.
IGP analisa material e descarta mortes violentas recentes
O Instituto Geral de Perícias (IGP) é o responsável pela análise técnica.
Segundo o perito criminal Airton Carlos Kramer, os ossos são antigos, já em forma de esqueleto há pelo menos uma década.
Ele destaca que não foram identificados ferimentos que indiquem morte violenta, o que, segundo ele, deve trazer certo alívio à comunidade.
Além disso, os exames podem determinar sexo, idade e até identidade dos indivíduos por meio da arcada dentária.
Mistério continua sem identificação
Nenhum dos crânios foi identificado até agora e não há registros de desaparecidos ou reclamações de familiares que possam estar relacionados aos ossos encontrados.
O caso segue em investigação, e a Polícia Civil busca elementos que possam indicar quem retirou os ossos e por qual motivo foram espalhados em locais públicos da cidade.



















