A Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) aponta que, em 2025, o setor registrou recorde com 5,16 milhões de cotas vendidas. Apesar do crescimento comercial, o assessor de investimentos e sócio da InvestSmart, Victor França, destaca que o sucesso da aplicação depende da condução e disciplina financeira do investidor.
“A pergunta não é se o consórcio é bom, mas se ele faz sentido para aquele momento da pessoa. Funciona melhor para quem tem disciplina, visão de médio e longo prazo e entende que está fazendo um planejamento financeiro, não apenas uma compra parcelada”, aponta.
Como aproveitar boas condições com estratégia
As administradoras de consórcios, em diversos momentos do ano, ofertam parcelas reduzidas para aquisição. Conforme Victor França, o desconto é uma boa oportunidade para adesão e deve ser aproveitado com atenção aos detalhes contratuais.
“O consórcio pode fazer sentido para quem quer organizar o caixa e entrar de uma forma planejada. O que realmente importa é o planejamento por trás. A pessoa precisa analisar todas as condições, não só a parcela inicial, mas também reajustes e prazos”, observa.
O especialista lembra que, antes de aderir ao consórcio, é importante comparar as condições propostas pelas administradoras. Os tópicos mais importantes para análise são as regras e o histórico de contemplação, além dos detalhes contratuais que podem moldar o acordo.
A adesão inadequada pode resultar em prejuízos
Victor França não recomenda que pessoas com visão de curto prazo, orçamento comprometido e sem reserva de emergência adquiram um consórcio. Ele também defende que, antes de fechar com uma administradora, a pessoa tenha outros investimentos.
“É inoportuno aderir ao consórcio se a pessoa está com o orçamento apertado, não tem outros investimentos, uma reserva de emergência ou se precisa adquirir o bem em um prazo muito curto. Mesmo que ela tenha um valor de lance para antecipar, ainda assim não é uma garantia de contemplação do consórcio”, relata.
Conforme o assessor de investimentos, aderir a um consórcio de maneira precipitada pode causar prejuízos que demoram para ser corrigidos. “Se o consórcio tiver condições difíceis, a pessoa pode não conseguir pagar e ter a cota cancelada. Eventualmente, ela pode demorar para reaver o valor e se frustrar com as expectativas, porque não entendeu como funciona”, avalia.
Como usar o consórcio a seu favor
Victor França garante que os consórcios podem ser ferramentas eficientes para a ampliação patrimonial quando aplicados com um planejamento realista. “O consórcio é uma ótima ferramenta de alavancagem patrimonial, mas é preciso fazer um estudo correto para o perfil da pessoa e alavancar da maneira correta. Para isso, precisamos entender o prazo que o investidor almeja e a capacidade de pagamento, visando atingir o objetivo”, completa.
Por Enzo Tres



















