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Cidade do Litoral prevê endurecer regras para circulação de 14 raças de cães

Cidade do Litoral Sul: projeto de lei em Rio Grande propõe regras mais rígidas para a circulação de 14 raças de cães no município, em resposta ao aumento de casos…
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Foto: Imagem meramente ilustrativa

Cidade do Litoral Sul: projeto de lei em Rio Grande propõe regras mais rígidas para a circulação de 14 raças de cães no município, em resposta ao aumento de casos de ataques registrados na cidade.

Cidade do Litoral: circulação de cães e regras mais rígidas

Confira as raças contidas no projeto: Akita, American Staffordshire Terrier, Boxer, Buldogue, Bull Terrier, Cane Corso, Chow Chow, Doberman, Dogo Argentino, Fila Brasileiro, Mastim Napolitano, Pastor Alemão, Pit Bull, Rottweiler, e aquelas que resultem dos seus cruzamentos.

A expectativa é que o documento seja protocolado nos próximos dias na Câmara Municipal.

Atualmente, o Código de Posturas do município determina que cães de guarda só podem transitar em vias públicas com focinheira, guia e identificação do tutor.

A proposta mantém essas exigências e acrescenta novas restrições, como circulação apenas com tutores acima de 18 anos e uso de coleiras com guia de até 1,5 metros.

Regras adicionais do projeto de lei

Além das exigências de guia e idade mínima do tutor, o PL prevê:

  • Microchipagem obrigatória de todos os cães das raças citadas.

  • Castração obrigatória, com custos cobertos pela Prefeitura em casos de tutores em vulnerabilidade social.

  • Fiscalização pela Guarda Municipal com apoio da Brigada Militar.

  • Penalidades financeiras para tutores que descumprirem as regras, revertidas para o Fundo Municipal de Defesa dos Direitos Animais.

O secretário municipal de Defesa dos Animais, Hiran Damasceno, enfatiza que o foco é responsabilizar os donos:

“Desde que assumimos, vimos que as ocorrências acontecem quando os animais estão soltos na rua. O cachorro que tem um tutor tem que estar na casa desse responsável ou sob responsabilidade dele.”

Casos de agressão em Rio Grande

Segundo dados do Programa de Vigilância contra a Raiva, em 2024 foram registradas 971 agressões por cães em humanos.

Neste ano, até 11 de setembro, já foram contabilizados 704 casos, sendo que a maioria ocorre no verão.

Não há registros oficiais de ataques a outros animais.

O veterinário Everton Paganella alerta que a genética não é o único fator de agressividade:

“Se você despertar o instinto agressivo desse animal, ele pode perder o controle. O ideal é adestrar e nunca incentivar essa agressividade.”

Entre os fatores que podem levar à agressividade estão medo, ansiedade, estresse, dor e falta de exercício físico e mental.

Fiscalização e penalidades

Caso o PL seja aprovado, a Prefeitura atuará com fiscalização reforçada, e os tutores que descumprirem as regras estarão sujeitos a multas aplicadas pela Guarda Municipal, revertidas para o Fundo Municipal de Defesa dos Direitos Animais.

A medida visa reduzir ocorrências de ataques e responsabilizar efetivamente os donos, garantindo mais segurança para a população.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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