Ciclone no RS
O ciclone no RS que deve se formar no início da semana acende um dos alertas mais graves já emitidos pela MetSul Meteorologia.
Segundo o meteorologista Luiz Fernando Nachtigall, o cenário previsto reúne ingredientes raramente observados ao mesmo tempo no Sul do Brasil: uma atmosfera extremamente aquecida e um centro de baixa pressão tão profundo que lembra sistemas vistos apenas em ciclones tropicais do Atlântico Norte e em extratropicais muito intensos do extremo Sul do continente. “Levem a sério o que está vindo”, enfatiza Nachtigall.
O avanço deste sistema sobre o Rio Grande do Sul e parte da Região Sul poderá produzir uma sequência de dias com potencial para tempestades severas, vendavais destrutivos, volumes extremos de chuva e risco amplo de danos.
As temperaturas acima de 40°C na véspera do ciclone agravam ainda mais a situação meteorológica.
Um dos sistemas mais profundos já observados no Sul do Brasil
Pressão atmosférica incomum para a região
A MetSul explica que o ciclone previsto terá valores de pressão entre 980 hPa e 985 hPa, números considerados extremamente baixos para o inverno gaúcho — e que agora avançam sobre uma atmosfera quente, instável e carregada de energia.
Mesmo no inverno, sistemas deste porte costumam causar transtornos significativos. O grande diferencial, desta vez, é a combinação explosiva com o calor intenso.
Cenário semelhante ao de ciclones tropicais
Meteorologistas destacam que a profundidade do centro de baixa pressão é comparável a sistemas tropicais do Hemisfério Norte ou a ciclones extratropicais muito intensos formados em latitudes mais altas. Para o Sul do Brasil, trata-se de um padrão incomum e que, segundo especialistas, exige atenção redobrada da população.
Tempestades severas e vendavais acima de 100 km/h
Risco elevado de granizo, vento e danos
A primeira metade da semana será marcada por uma verdadeira onda de tempestades que vai atingir o Sul, avançando depois para áreas do Centro-Oeste e Sudeste entre segunda e terça-feira. A
previsão inclui temporais isolados que podem ser severos, com potencial para:
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Granizo de variados tamanhos
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Raios frequentes
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Vendavais violentos, com rajadas superiores a 100 km/h
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Queda de árvores, destelhamentos e danos estruturais
Volumes excessivos de chuva e risco de enxurradas
Acumulados podem ultrapassar 200 mm em pontos isolados
Embora a chuva não deva atingir todos os municípios de forma homogênea, há potencial para volumes extremos em curtos períodos, elevando o risco de:
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Enxurradas repentinas
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Inundações
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Alagamentos urbanos
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Deslizamentos em áreas suscetíveis
Modelos meteorológicos projetam até 200 mm de chuva em setores isolados, um volume suficiente para causar danos significativos.
Quarta-feira terá rajadas intensas por horas seguidas
Ventos do ciclone devem atingir grande parte do RS
Na quarta-feira, o vento associado ao ciclone ganha grande protagonismo.
Segundo a MetSul, são esperadas rajadas perto ou acima de 100 km/h em praticamente todo o sul e leste do Rio Grande do Sul — incluindo regiões costeiras, área metropolitana e parte da Serra.
O vento persistente por várias horas pode causar quedas de energia, interromper serviços e agravar danos já causados pelos temporais anteriores.
Sequência de dias de altíssimo risco meteorológico
Período crítico vai de segunda até quinta-feira
A MetSul afirma que o período de maior risco meteorológico se estende de segunda a quinta-feira, quando o ciclone começa a se afastar.
O meteorologista Luiz Fernando Nachtigall reforça que a população deve acompanhar os avisos oficiais e não subestimar a gravidade da situação.
“Levem muito a sério o que está vindo.”
A equipe da MetSul promete atualizações constantes em seu site e redes sociais, reforçando sua atuação como uma das principais autoridades meteorológicas do país.



















