Ciclone se forma no território argentino
Um ciclone na Argentina começa a se organizar neste fim de semana e terá reflexos no Rio Grande do Sul entre domingo (1º) e terça-feira (3).
O fenômeno meteorológico é resultado de uma ciclogênese – processo de formação de ciclones – causada pelo contraste entre uma baixa pressão atmosférica sobre o interior argentino e um centro de alta pressão no Atlântico.
De acordo com a MetSul Meteorologia, esse sistema deve provocar ventos por vezes forte em várias regiões do estado, mas sem potencial de causar estragos semelhantes aos ciclones registrados em julho e agosto.
Como o ciclone vai se formar
A baixa pressão em altitude, vinda do Oceano Pacífico, cruza os Andes em direção ao Oeste e Centro da Argentina.
A partir daí, dá origem ao ciclone entre este sábado e domingo, especialmente na região de Cuyo e áreas centrais do país.
Na segunda-feira (2), o sistema se desloca em direção ao Sudeste, alcançando a província de Buenos Aires, antes de avançar para o Atlântico.
Contudo, a presença de um forte centro de alta pressão no oceano (com mais de 1042 hPa) impedirá que o ciclone se intensifique como normalmente ocorre quando chega ao mar.
Efeitos no Rio Grande do Sul
A instabilidade causada pelo ciclone será sentida no vento muito mais do que na chuva.
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Domingo (1º): rajadas de 40 km/h a 70 km/h em grande parte do estado, podendo superar os 80 km/h no Oeste e no Litoral.
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Segunda (2): ventos persistem, com mesma intensidade e picos ainda maiores em áreas da Serra, Lagoa dos Patos e Litoral.
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Terça (3): vento diminui, mas ainda pode ter rajadas de 50 km/h a 70 km/h na costa gaúcha.
Porto Alegre e Região Metropolitana
Na capital gaúcha, os efeitos do ciclone começam a ser sentidos no fim da tarde de domingo e seguem pela segunda-feira. As rajadas podem variar entre 40 km/h e 60 km/h, mas em áreas específicas – como os morros da cidade e margens do Guaíba – há possibilidade de atingir até 70 km/h.
Risco de transtornos
Diferente dos dois ciclones recentes que atingiram o RS nos últimos 30 dias, este sistema não será tão intenso. O principal impacto será a ventania provocada pelo contraste de pressão atmosférica entre continente e oceano.
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Risco de danos estruturais: baixo.
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Possíveis impactos: quedas de energia localizadas em algumas regiões, mas sem expectativa de apagões generalizados.
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Chuva: restrita a pontos isolados do Oeste e Sul do estado, sem volumes expressivos.
Conclusão dos meteorologistas
A previsão indica que, embora o ciclone exija atenção da população para os ventos fortes, não há expectativa de grandes estragos.
Ainda assim, órgãos de defesa civil recomendam reforçar telhados, evitar estacionar carros sob árvores e ficar atento a quedas de energia pontuais.


















