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Ciclone extratropical no RS: veja as últimas projeções

Ciclone extratropical Ciclone extratropical é a expressão que domina as análises dos meteorologistas nesta semana, à medida que novos modelos numéricos confirmam a formação de um sistema de baixa pressão…
Ciclone extratropical no RS: veja as últimas projeções
Foto: Projeção do modelo britânico (UKMET) para sexta à tarde | METSUL

Ciclone extratropical

Ciclone extratropical é a expressão que domina as análises dos meteorologistas nesta semana, à medida que novos modelos numéricos confirmam a formação de um sistema de baixa pressão extremamente profundo sobre o Sul do Brasil.

A projeção indica que o fenômeno deve se organizar entre quinta e sábado, tendo seu ápice na sexta-feira, quando atinge o Rio Grande do Sul com força incomum, antes de avançar para o oceano.

🌪️ Um ciclone com características fora do padrão da climatologia

De acordo com as mais recentes rodadas dos principais modelos meteorológicos globais — incluindo ECMWF, GFS, UKMET e sistemas avançados baseados em inteligência artificial — a pressão atmosférica na região poderá despencar para valores entre 990 hPa e 993 hPa, níveis raros para a climatologia do Sul do Brasil e associados a instabilidade intensa, tempestades severas e rajadas destrutivas.

Pressões inferiores a 1000 hPa são historicamente relacionadas a grandes eventos de tempo severo.

Ainda que este seja um ciclone extratropical — e não um sistema tropical — a comparação ajuda a dimensionar a força do fenômeno.

Furacões do Atlântico Norte já registraram pressões centrais semelhantes, embora com estrutura atmosférica completamente diferente.

🌧️ Como o sistema irá se formar

O processo deve começar quando uma baixa segregada cruzar os Andes rumo à Argentina.

O contraste térmico e a dinâmica atmosférica no país vizinho já devem provocar tempestades fortes entre quinta à noite e a manhã de sexta.

Ao ingressar no território brasileiro, essa baixa se aprofunda rapidamente, dando início à ciclogênese — o processo de formação de um ciclone.

Durante a sexta-feira, o centro do sistema deve avançar pelo Oeste e Noroeste do Rio Grande do Sul, passando pela Metade Norte.

Regiões como São Borja, vales, Grande Porto Alegre, Serra e Litoral Norte estão no corredor de maior instabilidade, com deslocamento previsto até o Sul de Santa Catarina no fim da noite.

⚠️ Sexta-feira será o dia mais crítico

A MetSul Meteorologia reforça que a sexta-feira tende a concentrar o pior do evento.

O conjunto de simulações aponta para:

  • Chuva entre 75 mm e 150 mm em apenas 24 horas

  • Tempestades com granizo de variados tamanhos

  • Ventania intensa, com potencial destrutivo

  • Alta incidência de descargas atmosféricas

O risco de alagamentos, enxurradas e transtornos urbanos é considerado muito elevado.

Além do Rio Grande do Sul, a linha de instabilidade associada ao ciclone deve se espalhar por Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, levando pancadas fortes, vendavais e temporais severos.

🌬️ Ventos acima de 100 km/h

As projeções para o campo de vento também chamam atenção.

Rajadas entre 50 km/h e 80 km/h devem ocorrer de forma ampla no território gaúcho, mas áreas como Porto Alegre, Litoral Norte, Litoral Médio, Serra e entorno da Lagoa dos Patos podem enfrentar rajadas superiores a 100 km/h, com potencial de danos estruturais e queda de energia em larga escala.

No sábado, o ciclone já estará rente à costa do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, influenciando também o litoral de São Paulo com ventos muito fortes.

🔎 Prognóstico sujeito a ajustes

Meteorologistas reforçam que a trajetória de sistemas de baixa pressão costuma sofrer ajustes conforme o evento se aproxima.

Pequenas mudanças podem alterar volumes de chuva, intensidade do vento e áreas mais afetadas.

O acompanhamento em tempo real continuará sendo essencial nos próximos dias para que autoridades e população possam se preparar adequadamente.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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