Ciclone no RS
O ciclone extratropical que se formou na noite de terça-feira (19) no Rio Grande do Sul provocou estragos em pelo menos seis municípios do estado, segundo a Defesa Civil.
Apesar da força dos ventos, que ultrapassaram os 80 km/h em Porto Alegre, os danos registrados até o momento foram considerados pontuais, com destelhamentos, quedas de árvores e interrupções pontuais no fornecimento de energia elétrica.
Municípios atingidos pelo ciclone extratropical
A Defesa Civil confirmou que seis cidades relataram ocorrências relacionadas ao fenômeno climático. Confira os registros:
Cidreira (CREPDEC 10) – Dois postes caíram e precisaram ser isolados pela Guarda Municipal. Moradores também relataram danos em telhados de duas residências, onde foram prestados atendimentos.
Imigrante (CREPDEC 8) – Duas pessoas ficaram desalojadas.
Santa Vitória do Palmar (CREPDEC 4) – Duas casas tiveram telhados danificados e uma árvore caiu sobre a via, já retirada. Lonas foram entregues às famílias atingidas.
Tramandaí (CREPDEC 10) – O telhado da Capela Santa Clara de Assis, no bairro São Francisco 2, desabou, mas não houve feridos.
Uruguaiana (CREPDEC 6) – Uma árvore caiu sobre o telhado de uma casa; felizmente, ninguém se feriu.
Vera Cruz (CREPDEC 8) – Árvores caíram em duas localidades às margens da RSC-153, nas regiões de Ferraz e Linha Floresta. O Corpo de Bombeiros atuou na remoção.
Rajadas de vento no estado
De acordo com dados do INMET, RedeMET e Simagro, as rajadas mais fortes da madrugada desta quarta-feira (20) foram registradas em:
Porto Alegre: 81,5 km/h
Cambará do Sul: 73,4 km/h
Lavras do Sul: 72,4 km/h
Tramandaí: 71,3 km/h
Soledade: 69,8 km/h
Santa Maria e Vacaria: 67,7 km/h
Quaraí: 66,6 km/h
Alegrete e Mostardas: 64,4 km/h
Passo Fundo: 63,0 km/h
Santiago: 62,6 km/h
Mesmo em cidades mais ao interior, como Uruguaiana (57 km/h) e São Borja (56,5 km/h), a força do vento foi suficiente para causar transtornos.
Situação segue em monitoramento
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul mantém equipes mobilizadas para avaliar possíveis novos estragos à medida que o ciclone avança.
Impacto menor do que o esperado
Segundo meteorologistas, embora o ciclone extratropical tenha chamado atenção pela formação rápida sobre o continente, sua intensidade foi considerada moderada em comparação com outros fenômenos semelhantes já registrados no Sul do país.
Ainda assim, os ventos acima dos 80 km/h e as ocorrências registradas reforçam a necessidade de preparo e atenção em períodos de instabilidade climática.



















