Ciclone extratropical foi a palavra que marcou a madrugada desta terça-feira (19) no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.
Em Tramandaí, as rajadas chegaram a 71,3 km/h, deixando um rastro de destruição que afetou casas, igrejas e a rede elétrica.
A Igreja Santa Clara de Assis, localizada no bairro São Francisco, foi a principal atingida: o telhado foi arrancado e as paredes de alvenaria desmoronaram, comprometendo toda a estrutura.
Segundo o vice-prefeito e coordenador da Defesa Civil, Claudiomir da Silva Pedro, o prédio está condenado e deverá ser demolido.
“O local foi interditado e passará por vistoria técnica, mas já sabemos que não há condições de recuperação. A força do vento comprometeu toda a estrutura”, afirmou.
Igreja interditada e risco de desabamento
A Defesa Civil reforçou o isolamento da área e aguarda avaliação de engenheiros da prefeitura para determinar os próximos passos.
A recomendação é de que a igreja seja totalmente demolida para evitar acidentes.
Moradores da região ficaram assustados com a intensidade dos ventos, que começaram ainda na madrugada e se prolongaram durante a manhã.
Ciclone extratropical
Além da destruição da igreja, duas casas na zona sul da cidade ficaram parcialmente destelhadas e seis postes de energia caíram, deixando diversos pontos sem luz.
Equipes da Guarda Municipal e do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para prestar apoio à população, com entrega de lonas e auxílio emergencial às famílias afetadas.
Situação em Cidreira
Na vizinha Cidreira, o cenário também foi de estragos. A Defesa Civil registrou duas residências destelhadas, nos bairros Parque dos Pinos e Costa do Sol, além da queda de quatro postes de energia elétrica.
Um deles desabou sobre a Rua Odalírio de Oliveira, bloqueando o trânsito e exigindo intervenção das equipes de emergência.
Segundo o coordenador da Defesa Civil, Dario Letona, as equipes seguem em campo para liberar vias e dar suporte às famílias afetadas.
Mobilização e atendimento às famílias
As prefeituras de Tramandaí e Cidreira seguem em alerta, monitorando possíveis novos danos e prestando suporte às comunidades.
A orientação das autoridades é de que moradores fiquem atentos às orientações da Defesa Civil, especialmente em áreas de risco.



















