Após 45 dias de buscas, investigação liga a morte da adolescente de 17 anos a um plano articulado após condenação por estupro; laudos ainda definirão como e onde ocorreu o crime.
O caso Isabela Borck ganhou novos contornos nesta segunda-feira (19), quando a Polícia Civil detalhou a linha de investigação que aponta o pai da jovem como principal suspeito.
Isabela ficou cerca de 45 dias desaparecida até que o corpo fosse localizado em uma área de mata de Caraá, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, a quase 500 quilômetros de Itajaí (SC), onde ela morava.
Como aconteceu o crime
Segundo a Polícia Civil, o pai teria invadido a casa da ex-esposa na madrugada de 30 de novembro e obrigado Isabela a entrar no carro.
O homem afirma que a levou até Caraá e que a jovem teria morrido após tentar fugir e sofrer uma queda. Para os investigadores, essa versão não se sustenta diante das provas reunidas.
A investigação indica que o deslocamento noturno e a escolha do local foram planejados para evitar testemunhas. O delegado responsável afirma que o objetivo inicial seria atingir tanto a filha quanto a ex-companheira, em um contexto de retaliação.
Condenação anterior e motivação do crime
Poucos dias antes do desaparecimento, o suspeito havia sido condenado por estupro da própria filha.
Ele nega o crime e sustenta que pretendia “esclarecer” o caso com a família. Para a polícia, a condenação é elemento central para compreender a motivação.
- Condenação recente por estupro da filha
- Planejamento do sequestro durante a madrugada
- Transporte interestadual até o RS
- Ocultação do corpo em área de mata próxima à residência do suspeito
Contradições, fuga e prisão
No início, o pai negou saber do paradeiro da filha. Inconsistências no depoimento e provas de que ele esteve em Itajaí no dia do sumiço levaram à prisão preventiva. Quando policiais catarinenses chegaram a Caraá, o suspeito já havia fugido.
Ele foi localizado no Mato Grosso do Sul e, durante a transferência para Santa Catarina, confirmou a morte de Isabela, alegando acidente. Disse que escondeu o corpo por acreditar que sua versão não seria aceita devido à condenação anterior.
Análise da investigação: o que ainda falta esclarecer
Para a Polícia Civil, a narrativa de acidente é incompatível com o conjunto probatório. O delegado Roney Péricles afirma que a hipótese inicial aponta para um plano de vingança. Ainda assim, duas questões técnicas permanecem abertas e dependem de laudos periciais:
- Como ocorreu a morte de Isabela
- Se o óbito aconteceu em Itajaí ou já no Rio Grande do Sul
Os exames da Polícia Científica devem definir a dinâmica dos fatos e embasar o enquadramento penal definitivo.
Crimes investigados e próximos passos
O suspeito deve responder, ao menos, por feminicídio e ocultação de cadáver. A polícia não descarta novos crimes conforme o avanço das perícias e a análise de provas complementares, como deslocamentos, comunicações e testemunhos.
Caso Isabela Borck / Resumo
Quem é o principal suspeito?
O pai de Isabela Borck, já condenado por estupro da filha, preso preventivamente.
Onde o corpo foi encontrado?
Em uma área de mata em Caraá, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.
O que ainda falta esclarecer?
A causa exata da morte e o local onde o óbito ocorreu, definidos por laudos periciais.



















