Cidade registra maior volume de negócios da história, impulsionado por ITBI recorde, demanda pós-pandemia e profissionalização do mercado
Capão da Canoa ultrapassa R$ 1,9 bilhão em VGV em 2025 e confirma uma mudança estrutural no seu mercado imobiliário.
O número, o maior já registrado na história do município, reflete não apenas mais vendas, mas um novo patamar de valorização, confiança do investidor e transformação urbana no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.
📊 O que está acontecendo em Capão da Canoa
O município encerrou 2025 com R$ 1,9 bilhão em Valor Geral de Vendas (VGV), segundo dados da Associação de Construtores e Incorporadores da Construção Civil de Capão da Canoa (Associc), com base na arrecadação do ITBI.
O destaque fica para o ITBI recorde de R$ 37,9 milhões, que representa um crescimento real de 17,43% em relação a 2024, mesmo considerando a inflação do período.
Esse dado é relevante porque o ITBI funciona como um termômetro fiel do mercado: ele só cresce quando há mais transações e imóveis de maior valor sendo negociados.
🏗️ Por que o mercado imobiliário da cidade cresceu tanto
Especialistas do setor apontam uma combinação de fatores estruturais e conjunturais:
Principais motores do crescimento
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📈 Demanda permanente por moradia, não apenas sazonal
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🏖️ Migração definitiva para o litoral após a pandemia
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🏙️ Planejamento urbano mais rígido e profissional
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💼 Entrada de investidores qualificados e capital estruturado
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🏥 Infraestrutura urbana e novos projetos âncora em andamento
Segundo Ramiro Laurent, presidente da Associc, o crescimento não é pontual.
“Esses números confirmam um ciclo extremamente positivo, baseado na solidez das incorporadoras locais e na confiança crescente dos investidores.”
🧠 Capão deixou de ser só destino de verão
Um dos pontos mais relevantes do atual ciclo é a mudança no perfil da cidade.
Capão da Canoa:
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Antes: cidade de segunda residência e uso sazonal
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Agora: cidade de moradia permanente, serviços e investimento de longo prazo
Essa transição explica:
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A valorização contínua do metro quadrado
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O aumento de empreendimentos verticais de alto padrão
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A diversificação de produtos imobiliários
👷♂️ Análise do setor: mercado mais maduro e equilibrado
Para Renan Martinello, representante do Sinduscon Litoral Norte, o volume de negócios é reflexo de um setor mais técnico e menos especulativo.
“O mercado amadureceu. Hoje há mais planejamento, qualidade construtiva e diversificação de produtos, o que gera emprego, renda e sustentabilidade econômica para a cidade.”
Esse amadurecimento reduz riscos de bolha imobiliária e cria um ambiente mais previsível para investidores e compradores finais.
🏥 Projetos estruturantes impulsionam valorização
Empreendimentos de grande porte também ajudam a explicar o salto no VGV.
Um dos exemplos é o complexo multiuso em construção pelo Grupo Pessi em parceria com a Construtora Tedesco, que inclui um hospital de média e alta complexidade, algo inédito na região.
Para Alfredo Pessi, CEO do grupo, o impacto vai além do setor imobiliário:
“Capão da Canoa deixou de ser apenas um destino turístico e passou a ser uma escolha definitiva de vida e investimento.”
Projetos desse porte:
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Elevam o padrão urbano
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Aumentam a demanda residencial
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Atraem serviços, profissionais e novas empresas
🕰️ Visão de longo prazo: crescimento não é passageiro
Com mais de 40 anos de atuação no Litoral Norte, José Nazareno, sócio-fundador da Nazale Incorporadora, avalia que o atual ciclo é estrutural.
“A valorização contínua e a diversidade de produtos mostram que o futuro do mercado local é sólido — e ele já começou.”
Segundo ele, o mercado já opera com lógica de médio e longo prazo, deixando para trás ciclos curtos e especulativos.
📌 Impacto direto para moradores e investidores
Para quem mora
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Mais empregos na construção e serviços
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Expansão da infraestrutura urbana
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Valorização do patrimônio imobiliário
Para quem investe
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Liquidez elevada
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Valorização consistente
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Menor risco em comparação a mercados emergentes
🔎 Em resumo: o que você precisa saber
Capão da Canoa ultrapassou quanto em VGV em 2025?
Mais de R$ 1,9 bilhão, o maior volume da história da cidade.
O que explica esse crescimento?
Demanda permanente, mercado mais profissional, novos projetos e valorização imobiliária contínua.
Esse crescimento é sustentável?
Segundo especialistas, sim. O setor está mais equilibrado e estruturado para o longo prazo.



















