Capão da Canoa
Balneabilidade em Capão da Canoa entrou no centro das atenções nesta sexta-feira (2) após a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) divulgar o quarto boletim do programa Balneabilidade 2025/2026, que classificou cinco pontos do município como impróprios para banho.
Em resposta imediata, a Prefeitura Municipal de Capão da Canoa emitiu uma nota oficial detalhando os fatores climáticos e técnicos que, segundo o Executivo, influenciaram diretamente os resultados das análises.
O levantamento da Fepam considera coletas realizadas nos dias 29 e 30 de dezembro de 2025, período marcado por chuvas intensas e atípicas em todo o Litoral Norte do Rio Grande do Sul, justamente em meio ao aumento expressivo da circulação de moradores e turistas devido à alta temporada de verão.
Quais são os pontos impróprios para banho em Capão da Canoa
De acordo com o boletim oficial da Fepam, os seguintes locais apresentaram índices fora dos padrões estabelecidos pelas normas ambientais:
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Capão da Canoa – Edifício Aymoré
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Capão da Canoa – Balneário de Araçá (Hotel Araçá)
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Capão da Canoa – Edifício Yara
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Capão da Canoa – Arroio Teixeira
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Capão da Canoa – Praça Azevon
A divulgação acendeu um alerta importante para banhistas, especialmente turistas que frequentam o litoral gaúcho durante o período de maior movimento do ano.
Chuvas intensas influenciaram diretamente os resultados, afirma Prefeitura
Na nota oficial, a Prefeitura de Capão da Canoa destaca que as datas das coletas coincidem com um alerta hidrometeorológico emitido em 29 de dezembro, que previa chuvas volumosas em todo o Litoral Norte, com acumulados entre 20 e 50 milímetros por dia, além de registros pontuais que chegaram a 80 milímetros.
Segundo o município, essas condições climáticas excepcionais provocam um escoamento superficial intenso das águas pluviais, que alcançam rapidamente o mar e podem causar alterações pontuais e temporárias nos parâmetros microbiológicos, como os níveis de coliformes fecais analisados no programa de balneabilidade.
Histórico recente indica cenário diferente do apontado no boletim
Outro ponto enfatizado pela Administração Municipal é o histórico positivo das análises anteriores. Conforme a Prefeitura, nas sete semanas que antecederam o último boletim, os índices de balneabilidade em Capão da Canoa permaneceram consistentemente abaixo dos limites máximos permitidos pela legislação ambiental.
Esse histórico reforça, segundo o município, a avaliação de que o resultado divulgado agora representa uma situação isolada e atípica, diretamente relacionada ao volume elevado de chuvas registrado nos dias das coletas.
Contato com a CORSAN e medidas preventivas
Assim que tomou conhecimento do boletim da Fepam, a Prefeitura informou que entrou em contato com a CORSAN, solicitando esclarecimentos sobre possíveis ocorrências operacionais ou situações específicas que possam ter contribuído para os índices observados.
A Administração Municipal afirma manter um monitoramento contínuo, além de diálogo permanente com os órgãos ambientais e de saneamento, reforçando o compromisso com:
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A saúde pública
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A preservação ambiental
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A transparência das informações
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A segurança de moradores e visitantes
O que diz a Prefeitura de Capão da Canoa
Em trecho da nota oficial, o município reforça que segue acompanhando de forma constante os boletins da Fepam e que novas informações serão divulgadas sempre que necessário, com responsabilidade e base técnica.
A orientação é que banhistas fiquem atentos às atualizações semanais do programa Balneabilidade 2025/2026 antes de entrar no mar ou em áreas próximas a arroios e pontos de drenagem.
Importância do monitoramento na alta temporada
Durante o verão, o aumento populacional nas cidades do Litoral Norte eleva a importância do monitoramento ambiental constante.
Especialistas destacam que episódios de chuva intensa podem gerar impactos temporários, mas que a rápida normalização dos índices é comum após a estabilização das condições climáticas.



















