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Cães mortos no Litoral: laudo confirma envenenamento por arsênio e chumbo

Cães mortos no Litoral: o laudo toxicológico divulgado nesta semana confirmou que os 19 cães mortos na comunidade Areia Grande, em Torres, foram vítimas de envenenamento por Cumarina, Arsênio e…
Cães mortos no Litoral
Foto: IA - Meramente ilustrativa

Cães mortos no Litoral: o laudo toxicológico divulgado nesta semana confirmou que os 19 cães mortos na comunidade Areia Grande, em Torres, foram vítimas de envenenamento por Cumarina, Arsênio e Chumbo.

Os resultados reforçam a suspeita de ação criminosa e sistemática que preocupa moradores e autoridades locais.

Cães mortos no Litoral: entenda o caso

O caso teve início no começo de junho e, em menos de 30 dias, quase duas dezenas de animais morreram após ingerir alimentos contaminados deixados intencionalmente nos pátios e terrenos residenciais.

A gravidade do crime é evidenciada pelo potencial letal das substâncias encontradas, que podem provocar hemorragias internas, falência de órgãos e morte rápida.

Como ocorreu o envenenamento

Segundo relatos da comunidade, o padrão do crime foi sempre o mesmo: sacolas com carne envenenada eram deixadas nos arredores das residências.

A advogada Lillian Machado, que perdeu dois cães dentro de sua propriedade, destacou a rapidez com que os efeitos do veneno se manifestaram.

Um dos animais, pesando 35 quilos, morreu em menos de 30 minutos após ingerir a carne contaminada.

A combinação de Cumarina, Arsênio e Chumbo é considerada extremamente perigosa.

A Cumarina é comumente usada em raticidas e provoca hemorragias internas; já o Arsênio e o Chumbo são metais pesados que afetam órgãos vitais e podem levar à morte imediata.

Além do sofrimento dos tutores, o caso gerou medo na vizinhança, pois as sacolas contaminadas representam risco também para crianças.

Investigação da Polícia Civil

O delegado Marcos Vinicius Muniz Veloso, responsável pelo caso, afirmou que as investigações estão em andamento, mas que identificar os responsáveis não tem sido fácil:

“Não há nada concreto sobre a autoria. Seria muito importante que os moradores fornecessem informações ou suspeitas”, declarou.

O delegado explicou ainda que o Instituto-Geral de Perícias (IGP-RS) não realiza exames em animais, apenas em humanos, e que Torres carece de peritos veterinários cadastrados.

Por isso, está sendo feito um chamamento público para que médicos veterinários possam atuar como peritos ad hoc, garantindo perícias rápidas e sem custos futuros aos tutores.

Dor e mobilização

Lillian Machado, tutora que perdeu animais, tem se mobilizado para apoiar a investigação e alertar a comunidade sobre os riscos.

Aspectos legais do crime

De acordo com a Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605/98), praticar abuso ou maus-tratos a animais é crime.

Com a atualização da Lei nº 14.064/2020, a punição para crimes contra cães e gatos inclui reclusão de 2 a 5 anos, multa e proibição de guarda de animais.

Polícia pede ajuda da população

A Polícia Civil reforça que qualquer informação sobre o caso, mesmo que anônima, pode ser fundamental para identificar os responsáveis.

Canais de denúncia:

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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