Cadela que teve as patas cortadas pelo tutor tem vaquinha organizada por voluntários para custear tratamento.
Maus-tratos a cadela no município de Caseiros, no norte do Rio Grande do Sul, causaram comoção entre defensores da causa animal e levaram à mobilização urgente de um grupo de voluntários, que lançou uma campanha para arrecadar fundos destinados ao tratamento da cachorra, cruelmente ferida pelo próprio tutor.
O crime, ocorrido no último sábado (21), resultou na amputação de uma das patas da cadela, que recebeu o nome de “Anja”.
O agressor, um homem de 63 anos, está preso e deverá responder por crime de abuso e maus-tratos com pena aumentada.
Cadela que teve as patas cortadas recebeu atendimento e segue em recuperação
Após ser resgatada em estado crítico no pátio da casa do tutor, Anja foi encaminhada para uma clínica veterinária em Ibiraiaras, onde permanece internada.
Segundo a médica veterinária Francieli Sgarbossa, o animal passou por duas cirurgias emergenciais: uma de reconstrução das patas dianteiras e outra de amputação da pata traseira, que teve a musculatura, tendões e ligamentos cortados:
— Ela ainda vai permanecer internada por alguns dias, até que os tecidos cicatrizem adequadamente. Está sendo medicada com analgésicos para alívio da dor intensa que sentiu — explicou a veterinária.
Voluntários lançam vaquinha para salvar “Anja”
Sensibilizados com o caso, os integrantes do grupo Protetores Caseiros estão organizando uma campanha solidária para custear todo o tratamento médico, incluindo a aquisição de próteses ortopédicas, que possibilitarão uma nova chance de mobilidade para Anja.
O grupo destaca que cada contribuição é fundamental para garantir qualidade de vida à cadela e viabilizar seu processo de reabilitação.
Interessados em contribuir podem entrar em contato pelo Instagram do grupo ou enviar doações via Pix para a chave: (54) 99922-8531.
Ela estava desnutrida, com vermes e agonizando no pátio
De acordo com a Brigada Militar, a cadela foi encontrada caída, gemendo e com ferimentos severos nas patas.
Além dos traumas físicos causados por cortes profundos, Anja apresentava sinais de desnutrição e verminose, indicando um histórico prolongado de negligência.
Infelizmente, devido à gravidade das lesões, os especialistas acreditam que a cadela não deve voltar a andar.
O caso reacende o alerta sobre a necessidade de endurecimento da fiscalização e punições mais severas para quem comete violência contra animais.
Tutor responderá por crime com pena aumentada
O homem responsável pelas agressões foi detido pela Brigada Militar e responderá criminalmente por maus-tratos a animais.
A pena, nesses casos, varia entre dois a cinco anos de reclusão.
Além disso, ele poderá ser multado e será proibido de manter a guarda do animal.


















