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Cabelo na menopausa: veja como o período afeta a saúde dos fios

Queda hormonal impacta o ciclo de crescimento do cabelo e requer atenção

As transformações do corpo ao longo dos anos também se refletem no cabelo. Durante a menopausa, muitas mulheres percebem alterações na espessura, no volume e no ritmo de crescimento dos fios, mudanças que podem gerar insegurança e dúvidas.

“As mudanças ocorrem devido à queda do estrogênio e progesterona, hormônios que regulam várias funções do corpo, desde o sono e metabolismo até pele, cabelo e ossos. Com essa queda, a pele fica seca e o cabelo mais ralo, por uma redução de colágeno que afeta a saúde dos fios”, explica a Dra. Ana Paula Fabricio, ginecologista com Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia (TEGO). 

Boa parte das mulheres na menopausa notam mudanças no cabelo. “Isso acontece porque os anos anteriores e posteriores à menopausa são caracterizados por mudanças drásticas nos níveis de hormônios sexuais femininos”, explica a Dra. Deborah Beranger, endocrinologista, com pós-graduação em Endocrinologia e Metabologia pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro (SCMRJ).

A endocrinologista argumenta que os hormônios femininos são relacionados ao crescimento e boa textura do cabelo e é por isso que durante a gravidez, quando eles estão em profusão, os fios tornam-se mais bonitos, brilhantes, densos, fortes e com crescimento acima da média. “Esse declínio hormonal na menopausa favorece a queda capilar (afinamento dos fios). Então, a mulher nota um crescimento mais lento, a perda de brilho e volume, o que elas referem como ‘rabo murcho’, ou seja, pouco cabelo na hora de prender”, explica a Dra. Ana Paula Fabricio.

Avaliação médica é fundamental

Como não existem métodos para prevenir ou retardar a menopausa, já que ela é definida geneticamente, é necessário buscar ajuda médica para combater esses efeitos. “Os médicos devem estar atentos aos sinais clínicos relatados pela paciente, que são muito mais importantes do que os níveis hormonais dosados, já que esses podem variar muito na perimenopausa”, comenta o Dr. Igor Padovesi, ginecologista, autor do livro ‘Menopausa Sem Medo’ (Editora Gente), especialista em menopausa certificado pela North American Menopause Society (NAMS) e membro da International Menopause Society (IMS). 

Fatores que podem agravar a queda de cabelo

A Dra. Deborah Beranger diz que, em muitos casos, as alterações hormonais relacionadas à menopausa podem exacerbar um problema de cabelo que já era pré-existente. “Deficiências nutricionais também estão relacionadas. Uma dieta pobre em nutrientes essenciais, como vitaminas, minerais e proteínas, pode levar ao enfraquecimento dos fios e à queda de cabelo. Também podemos citar algumas condições médicas, como doenças da tireoide, doenças autoimunes, infecções do couro cabeludo ou desequilíbrios hormonais, que podem afetar a saúde do cabelo e causar queda e afinamento capilar”, acrescenta a Dra. Lilian Brasileiro, médica membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. 

Tratamentos médicos, como quimioterapia, radioterapia e certos medicamentos utilizados para tratar condições crônicas, podem levar à perda de cabelo temporária ou permanente, segundo a Dra. Lilian Brasileiro. 

A médica explica que, nas mulheres, logo no início da calvície, a primeira impressão é que o cabelo perdeu peso e volume, já não cresce mais, até que progressivamente a rarefação chega ao ponto de expor ou esboçar o esbranquiçado do couro cabeludo. “Existem vários graus de alopecia e a exposição do couro cabeludo é determinada pela gravidade da alopecia, mas a mulher raramente fica com a careca lisa e brilhante como a do homem”, afirma. 

Tratamentos combinados podem devolver densidade e brilho ao cabelo (Imagem: Photoroyalty | Shutterstock)

Terapia hormonal e seus impactos na saúde dos fios

Quanto mais cedo forem tratadas as mudanças no cabelo, melhores serão os resultados das intervenções, segundo os especialistas. A terapia hormonal – que é usada regularmente para controlar outros sintomas da menopausa, como ondas de calor e névoa cerebral – pode ajudar nas mudanças capilares, segundo a Dra. Ana Paula Fabricio. 

O ginecologista Dr. Igor Padovesi explica que a reposição hormonal é um complemento importante para a saúde capilar.  “Como esses sintomas têm causas hormonais, tratá-los sem a terapia de reposição hormonal pode ser como enxugar gelo. Toda essa terapia visa manter os níveis de hormônios femininos em valores próximos aos encontrados durante a vida reprodutiva da mulher. São tratamentos bastante seguros, desde que monitorados por um médico regularmente”, afirma. 

Tratamentos dermatológicos

Mas a Dermatologia também entra em ação para recuperar o folículo. Os métodos testados e comprovados para reduzir a queda de cabelo também devem ser usados na menopausa, conforme a Dra. Lilian Brasileiro. “Um clássico da Dermatologia, o minoxidil tópico aumenta a circulação do couro cabeludo e prolonga a fase de crescimento do cabelo, conhecida como fase anágena, estimulando a atividade dos folículos capilares”, afirma. 

Algumas deficiências nutricionais podem contribuir para a queda de cabelo. “Suplementos orais contendo vitaminas e minerais essenciais, como vitamina D, zinco, ferro e ácido fólico, podem ajudar a melhorar a saúde do cabelo e estimular o crescimento capilar. No entanto, é importante consultar um médico antes de iniciar qualquer suplementação para garantir que você esteja tomando as doses corretas”, diz a Dra. Lilian Brasileiro. 

Tecnologias para estimular o couro cabeludo

Lasers e terapia regenerativa também entram no rol de tratamentos, assim como Hydrafacial Keravive, que pode estimular o crescimento dos folículos caso estejam em repouso e contribuir para tratamento de queda capilar.

“Melhorar a saúde do couro cabeludo, com maior aporte nutricional e incremento no processo de microcirculação, pode contribuir no tratamento de variados tipos de queda capilar. A exclusiva tecnologia Vortex Fusion do HydraFacial Keravive gera um efeito de vórtice capaz de promover limpeza e esfoliação profunda e melhorar a microcirculação e o fluxo sanguíneo do couro cabeludo ao mesmo tempo em que aplica a soluções hidratantes e nutritivas”, explica a Dra. Lilian Brasileiro.

Transplante capilar para casos avançados

Para alguns casos, o transplante é o mais indicado, principalmente com técnicas como a FUE (Extração de Unidade Folicular, em inglês). “Além de homens com alopecia androgenética, mulheres com a condição também se beneficiam do transplante capilar. O procedimento também pode ser indicado para restaurar e/ou aumentar a densidade capilar de outras áreas, como sobrancelhas, e para reduzir o tamanho da testa, por exemplo”, diz o médico Dr. Marcelo Nogueira. 

O transplante surge como alternativa segura e com resultados cada vez mais naturais, como explica o especialista. “Todas as técnicas são capazes de conferir um resultado extremamente natural e satisfatório. O transplante é realizado folículo a folículo seguindo a angulação e a distribuição natural dos fios e os cabelos crescem com a mesma cor, textura e velocidade de crescimento da área em que foram retirados”, explica.

Por Maria Claudia Amoroso

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