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Bush afirma que Guerra do Iraque pode ser vencida

O presidente americano, George W. Bush, afirmou hoje, em seu discurso de todos os sábados, que o recente relatório preliminar sobre a Guerra do Iraque demonstra que as “condições podem…

O presidente americano, George W. Bush, afirmou hoje, em seu discurso de todos os sábados, que o recente relatório preliminar sobre a Guerra do Iraque demonstra que as “condições podem mudar, pode haver avanços e a disputa” no país árabe pode ser vencida.

O presidente aproveitou a ocasião para insistir que é preciso paciência para ter uma idéia melhor dos resultados do chamado “Plano para Bagdá”, aprovado em janeiro e que incluiu um aumento da presença militar no Iraque.

Na quinta-feira, a Casa Branca apresentou um relatório preliminar sobre a situação da Guerra no Iraque, indicando que as conquistas até agora foram limitadas.

Dos 18 objetivos que o Governo do Iraque precisava cumprir, só há progressos em oito áreas, segundo o relatório, que afirma ainda que em outras oito áreas ainda há muito a ser feito e nas duas áreas restantes os resultados não permitem uma análise.

Bush também falou hoje sobre estes números, censurando o fato de a oposição e os grandes críticos da Guerra do Iraque terem usado as oito metas que não foram alcançadas para se queixar da situação no país do Oriente Médio.

“Aqueles que acham que o conflito no Iraque está perdido, apontam para as ações políticas qualificadas de insatisfatórias (no estudo), enquanto os que consideram que a guerra pode e deve ser vencida acham que as metas positivas são um sinal de otimismo”, frisou Bush.

De acordo com o relatório preliminar enviado pela Casa Branca ao Congresso nesta quinta-feira, o Governo iraquiano conseguiu avançar no cumprimento das metas indicadas pelos Estados Unidos para uma reforma econômica, militar e política.

Além disso, o trabalho afirma que o maior problema iraquiano é a falta de segurança e destaca que Irã e Síria continuaram “fomentando a instabilidade no Iraque”.

A situação mais complicada é a da segurança, que continua sendo “complexa” e representa um “grande desafio” para a estratégia dos Estados Unidos, ressalta o documento.

No relatório, se “reconhece que os níveis de violência no último ano enfraqueceram os esforços para obter a reconciliação política”.

O estudo divulgado esta semana antecede o que será divulgado no dia 15 de setembro pelo general David Petraeus, comandante-chefe das forças dos EUA no Iraque.

O presidente americano acrescentou que ficou claro que os planos do ano passado para o país do Oriente Médio “não funcionavam” e deu como exemplo a província de Al Anbar como prova de que a situação pode ser revertida caso se mude a estratégia a ser seguida.

Bush lembrou que, em setembro do ano passado, Al Anbar era um “exemplo dos erros dos EUA no Iraque”. Agora, “afastamos a Al Qaeda da maioria de Ramadi (a capital) e os ataques na cidade estão em seu nível mais baixo em dois anos”, afirmou.

Tudo devido ao reforço das tropas e à aliança com forças sunitas, ressaltou Bush.

Agora, “começamos a nos afastar da Al Qaeda e aumentar a ajuda ao Governo iraquiano para que este possa proteger o povo, provê-lo com os serviços básicos e ser um aliado na luta contra os extremistas e radicais. Ao fazer isto, encontraremos as condições que permitirão a nossas tropas voltarem para casa”, disse Bush.

O presidente afirmou também que começar a retirar os soldados americanos do Iraque neste momento “seria perigoso para o país”.

“Seria submeter o futuro do Iraque à Al Qaeda, correr o risco de uma crise humanitária e permitir que os terroristas se refugiem no Iraque e controlem os amplos recursos petrolíferos que poderiam usar para financiar novos ataques contra os EUA”, acrescentou.

O presidente americano ressaltou que os últimos soldados dos 20 mil efetivos adicionais chegaram há pouco mais de um mês.

Em resposta a Bush e em nome dos democratas, o ex-oficial de infantaria Brandon Friedman afirmou que agora seria preciso usar a via diplomática para resolver o conflito.

“A verdade é que a Guerra do Iraque nos impediu de dedicar os recursos dos quais precisamos para combater o terrorismo em nível mundial, como demonstra o fato de Osama bin Laden ainda estar solto e de a Al Qaeda ter se reconstruído”, disse Friedman no discurso de sábados dos democratas.

Enquanto isso, legisladores democratas e alguns republicanos aumentaram a pressão do Congresso sobre o presidente dos EUA para que este modifique sua estratégia para o Iraque.

Os senadores republicanos Richard Lugar e John Warner apresentaram na sexta-feira um projeto para reduzir, em meados de outubro deste ano, os alvos da missão dos soldados americanos no Iraque.

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