[rank_math_breadcrumb]

Bullyng, uma crescente pandemia

A professora Etiene Selbach Silveira, 42 anos, mal conhecia o Orkut quando foi apresentada ao site de relacionamentos, há cinco anos, da pior forma possível. Soube por amigas, entre uma…
A professora Etiene Selbach Silveira, 42 anos, mal conhecia o Orkut quando foi apresentada ao site de relacionamentos, há cinco anos, da pior forma possível. Soube por amigas, entre uma aula e outra, que alunas haviam criado uma comunidade virtual recheada de comentários maldosos e humilhantes, intitulada “Eu odeio Etiene”. A frustração foi tanta que a educadora abandonou a profissão e decidiu nunca mais voltar a lecionar.

Isso aconteceu em Porto Alegre, num estabelecimento de ensino privado onde, tudo leva a crer, mais do que aluno é, antes, um “cliente”.

Bullyng é uma expressão nova para uma prática antiga: o abuso exercido por crianças e adolescentes sobre seus colegas de escola. Sua prática, ainda que em menor escala, sempre ocorreu. Nos Estados Unidos, os principais veículos de comunicação vêm discutindo a questão do Bullying com o intuito de minimizar a ocorrência de tais eventos.

No fim de março, no Estado de Massachusetts (USA),uma estudante de 15 anos, vítima de Bullying, se suicidou. Alguns de seus colegas de escola a atacavam, além da Internet, física, verbal e psicologicamente. Consta que o motivo da perseguição foi um relacionamento que a estudante manteve com um colega popular, o que despertou a inveja das demais.

Via de regra, o Bullying é iniciado por um indivíduo e propagado por um grupo de seguidores. No caso da estudante acima, a inveja foi a causadora dos ataques.

Receba as principais notícias no seu WhatsApp

Nem sempre o Bullying é fruto de inveja. Uma criança que seja um pouco diferente das demais fatalmente será atacada. Se ela usa óculos, aparelho dentário, ou for gorda, será imediatamente rotulada. A característica que a diferencia será maximizada e um rótulo pejorativo será aplicado, causando o isolamento e a degradação da vítima. No caso da professora Etiene, qual terá sido o “objeto” desencadeador?

Exige-se atitude mais contundente da direção e dos conselhos de educação, ainda que afronte, em se tratando da escola particular, de eventuais “acionistas”.

Notícias relacionadas