Quando sai de casa, para a minha caminhada diária e para aproveitar o sol, que hoje se manifestou de forma plena, em Capão Novo, a Seleção Brasileira estava ganhando da Seleção Japonesa por 2 a 0.
Dei a minha volta nas quatro quadras da praça e sentei-me, no meu banco preferido, de frente para o sol.
Resolvi acessar o “google” para ver como estava o jogo e ele me disse que os japoneses tinham empatado.
Esperei mais um pouco e fui verificar, novamente e, para minha tristeza, os atletas Japoneses tinham virado o jogo e aos 90 minutos, selado sua vitória sobre a nossa equipe que, propositalmente, não merece ser chamada de Seleção.
Me dediquei , sentado ao sol, a fazer uma analise de nossa condição atual, como povo e como pais.
Foi impossível não me dar conta que, nestes últimos anos, sofremos um grande processo de decadência que se manifestou principalmente, nas áreas econômicas, sociais, culturais, artísticas , politicas e esportivas de nosso pais.
Na área econômica basta-nos ver que em 2025 as empresas estatais apresentam um déficit de 2,1bihões de Reais, de acordo com o relatórios Estatísticos Fiscais do Banco Central do Brasil de 29.08.2025.
Na área social, nos tornamos um país de bandidos onde homens matam filhos e esposas e, igual maneira filhos e mulheres matam homens.
Os matadores são presos e- se forem réus primários- após cumprirem 1/6 da pena podem obter progressão da mesma para regime aberto ou semiaberto.
Esta licenciosidade jurídica lhes deixa livres para cometerem novos crimes.
Na área cultural e artística, como num passe de mágica, sumiram os nossos grandes escritores, nossos grandes dramaturgos, nossos grandes músicos, nossos grandes cantores e nossos grandes atores.
E na Política? Na politica a decadência é tal forma grande e maléfica que não há maneira citar alguém sem cometer a injustiça de omitir centenas de políticos que são atores insubstituíveis na grande peça que é encenada no teatro político brasileiro…
Diante desta grande decadência nacional era inevitável que a área esportiva sofresse, por contágio ou, por solidariedade, um processo de igual porte .
Na Formula 1, para onde foram, Ayrton Senna e Nelson Piquet, além do bicampeão de Emerson Fittipaldi e outros pilotos de destaque como Rubens Barrichello e Felipe Massa?
Na ginastica olímpica para onde foram Daiane dos Santos, Rebeca Andrade, Arthur Zanetti, Diego e Daniele Hypólito, além de Flávia Saraiva e Jade Barbosa?
E no Boxe para onde foram o Eder Jofre, o Popó de Freitas e o Maguila?
Fiz este arrazoado para, finalmente, perguntar para onde foram as habilidades, responsabilidade, orgulho vergonha e honra dos jogadores que compuseram as nossas grandes seleções campeãs do mundo em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002 ?
É lamentável dizer mas é necessário, que se diga como resposta:
Como tudo no Brasil a nossa Seleção Canarinho, sofreu o processo degradante de desqualificação e de qualidade que nos caracterizava , que nos fazia diferente das seleções de outros países e que nos causava orgulho e felicidades.
E hoje, no causa a tristeza e a vergonha de perdermos para a Seleção Japonesa, de virada, por 3×2.
O meu Avô que foi um dos meus mestres na escola da vida me dizia, diante das dificuldades do seu tempo: Meu neto o Brasil é o Pais do Futuro.
O futuro que o meu avô previa, há 70 anos é este que vivemos neste ano de 2025 e, lamentavelmente, não vivo o futuro que o meu avo deseja para mim e para nosso povo.
Para confirmar que a história se repete eu sou, agora, avô, e digo, igual a ele, aos meus netos:
Meus netos vocês têm que estudar e se prepararem para serem trabalhadores honestos e honrados para construírem um futuro melhor para vocês e para seus descendentes.
Nas minhas orações além de saúde e progresso para eles eu peço que , quando adultos, se assistirem a um jogo de nossa seleção não a vejam perder de 3×2, de virada, para uma seleção desconhecida como a do Japão.
( Recanto da Ana e do Erner 14/10/25- Capão Novo)



















