Baleia-franca presa em rede em Palhoça mobiliza bombeiros.
Na tarde desta quarta-feira (10), uma ocorrência envolvendo fauna marinha mobilizou equipes especializadas do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), após o avistamento de uma baleia-franca presa em rede em Palhoça, na Praia da Ponta do Papagaio, região turística da Grande Florianópolis.
O chamado de emergência foi feito após relatos de que uma baleia estaria enroscada em uma possível rede de pesca.
Imediatamente, a embarcação RESGATE-05, do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS), foi deslocada até o local.
Ao chegar, a equipe constatou que se tratava de uma baleia-franca adulta (Eubalaena australis), acompanhada de seu filhote.
Com extremo cuidado e seguindo os protocolos de proteção à vida marinha, os bombeiros se aproximaram e confirmaram a presença de um fragmento de rede de pesca preso à parte superior do corpo do animal.
No entanto, a avaliação inicial indicou que a mobilidade da baleia não estava comprometida.
Mãe e filhote nadavam com tranquilidade, sem sinais de estresse ou dificuldade de deslocamento.
A Polícia Militar Ambiental também participou da operação e, diante do comportamento calmo da baleia e das tentativas frustradas de aproximação mais intensa — já que o animal submergia a cada tentativa de resgate —, optou-se por não realizar uma intervenção direta no momento, evitando riscos adicionais à saúde da mãe e do filhote.
Para garantir uma avaliação mais precisa, foi utilizado um drone que sobrevoou a área, capturando imagens que reforçaram a constatação de que a baleia estava com sua movimentação preservada, apesar do enrosco.
A baleia avistada pertence à espécie Eubalaena australis, popularmente conhecida como baleia-franca, um dos maiores mamíferos do planeta, cuja rota migratória passa anualmente pelo litoral do sul entre os meses de julho e novembro.
Durante esse período, é comum observar esses gigantes dos mares em áreas de reprodução, especialmente nas regiões sul e sudeste de Santa Catarina.
O caso serve como alerta sobre os impactos das atividades humanas nos habitats marinhos e reforça a importância da preservação e fiscalização contra práticas de pesca ilegal.
Felizmente, neste episódio, não houve necessidade de intervenção agressiva, e os animais seguiram nadando livremente, monitorados à distância por especialistas.
As autoridades continuarão acompanhando a movimentação dos animais, que estão sob observação passiva para garantir sua segurança e bem-estar.






















