Aumento de tarifas: um novo estudo revela que Santa Cruz do Sul é a cidade gaúcha que deverá ser mais impactada pela medida.
As medidas impostas pelo governo dos Estados Unidos, com tarifas de até 50% sobre diversos produtos, afetam diretamente as economias locais com forte dependência do mercado norte-americano.
Segundo levantamento do Instituto Fecomércio de Pesquisa (IFEP-RS), as exportações representaram 7,3% do PIB regional de Santa Cruz do Sul no ano passado — peso que coloca o município no topo do ranking dos mais vulneráveis às tarifas.
Exportações têm peso decisivo no PIB local
O destaque de Santa Cruz do Sul se deve principalmente à força do tabaco, produto que lidera a pauta exportadora do Rio Grande do Sul.
Embora o município não seja o maior exportador em volume para os Estados Unidos, a dependência econômica do comércio internacional torna sua economia especialmente sensível a variações externas.
Segundo o economista Lucas Schifino, do IFEP-RS:
“Santa Cruz do Sul não é a que mais exporta para os EUA, mas é onde essas exportações mais pesam no PIB local. Isso torna o impacto potencialmente mais danoso para o comércio da cidade”.
Aumento de tarifas: outras cidades gaúchas também podem sentir os efeitos
Além de Santa Cruz, o estudo projeta consequências econômicas em municípios como Montenegro, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Bento Gonçalves, Nova Prata e Guaporé, todos com forte presença nos setores de couro, calçados, móveis, borracha e armamentos — segmentos incluídos na lista de produtos com novas tarifas norte-americanas.
Porto Alegre lidera exportações, mas impacto tende a ser menor
Apesar de Porto Alegre ocupar o topo em volume de exportações, o efeito do tarifaço tende a ser mais diluído.
Isso porque, na capital gaúcha, as exportações para os Estados Unidos têm um peso menor no PIB local.
Dessa forma, o impacto sobre a economia da cidade deve ser mais contido.


















