levou em consideração 79 cidades brasileiras com mais de 300 mil habitantes.
“A principal vítima da falta de saneamento básico são as crianças”, afirmou o pesquisador Marcelo Néri, chefe do Centro de Políticas Sociais, vinculado ao Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas.
Segundo o estudo, 62,25% das escolas têm rede de água; 87,65% contam com energia elétrica e 61,11% fazem coleta periódica de lixo.
“O saneamento é o esgoto das estatísticas sociais. E isso traz consequências sérias para o país, com pessoas que deixam de trabalhar, crianças que perdem aula, crianças que morrem”, destacou o pesquisador.
De acordo com o levantamento, 7,28% das pessoas que não têm rede de coleta de esgoto perderam dias de trabalho nas duas últimas semanas por motivo de doença, que podem estar associadas à ausência do serviço. Desse total, 0,51% deixou de trabalhar por causa de diarréias e vômitos.
Os dados se basearam na Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (PNAD) de 2003, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A falta de saneamento básico também pode ser uma das explicações para os 5,92% de estudantes, até 17 anos, terem deixado de realizar quaisquer atividades habituais por motivo de saúde.
“A falta de saneamento implica pior desenvolvimento humano em todas as dimensões, em particular na saúde. A falta de saneamento rouba a vida e mata crianças, principalmente de um a seis anos de idade e também traz consequências futuras para aqueles que sobrevivem às doenças do saneamento”, disse Néri.



















