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Afogamento em Tramandaí mata mãe e filho

Duas mortes e um jovem hospitalizado reacendem alerta sobre trechos não monitorados no Litoral Norte do RS. Afogamento em Tramandaí deixou duas vítimas fatais na manhã deste sábado (24): uma…
Tramandaí
Foto: Arquivo: Rodrigo Ziebell/Ascom SSP/

Duas mortes e um jovem hospitalizado reacendem alerta sobre trechos não monitorados no Litoral Norte do RS.

Afogamento em Tramandaí deixou duas vítimas fatais na manhã deste sábado (24): uma mulher de 47 anos e uma criança de 11 anos, identificadas como mãe e filho.

O caso ocorreu em um trecho sem monitoramento por guarda-vidas, usado como área de pesca, e terminou com um terceiro banhista hospitalizado.

O que aconteceu na praia de Tramandaí

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do RS (CBMRS), as vítimas se afogaram em um ponto localizado a cerca de 700 metros da última guarita, em direção a Nova Tramandaí.

O local fica entre áreas monitoradas e é classificado como área de pesca, onde há maior presença de correntes de retorno.

Mãe e filho chegaram a ser retirados da água, receberam os primeiros socorros e foram levados ao Hospital de Tramandaí, mas não resistiram.

Quem são as vítimas e como foi o resgate

As vítimas fatais eram mãe e filho, de 47 e 11 anos.

Um homem de 24 anos também foi socorrido e permanece internado. O estado de saúde dele não foi divulgado.

Equipes do CBMRS realizaram o atendimento inicial e coordenaram o transporte ao hospital.

Por que esse trecho é considerado perigoso

De acordo com os bombeiros, o ponto onde ocorreu o afogamento apresenta características típicas de áreas de pesca, com:

  • Correntes de retorno intensas
  • Variação súbita de profundidade
  • Ausência de guarda-vidas
  • Falta de sinalização visível para banhistas

Esses fatores aumentam drasticamente o risco, mesmo para quem sabe nadar.

O que está acontecendo e por quê

Casos de afogamento fora de áreas monitoradas seguem como uma das principais causas de mortes em praias do RS.

Muitos banhistas buscam trechos mais vazios por conforto ou privacidade, sem perceber que esses pontos concentram riscos ocultos, como canais de retorno.

Análise: o impacto prático para quem frequenta o litoral

Especialistas em salvamento aquático apontam que mais de 80% dos afogamentos no litoral ocorrem fora das áreas com guarda-vidas.

O episódio em Tramandaí reforça três alertas diretos ao público:

  • Evitar qualquer trecho sem guarita ou bandeiras de sinalização
  • Não entrar no mar próximo a pontos de pesca ou estruturas
  • Buscar ajuda imediata ao notar correntes puxando para o fundo

Para o poder público, o caso reacende o debate sobre ampliação de áreas monitoradas em trechos intermediários.

Cuidados reforçados pelos bombeiros

O CBMRS orienta que banhistas:

  • Frequentem apenas áreas com guarda-vidas
  • Respeitem bandeiras e placas de sinalização
  • Evitem locais usados para pesca
  • Nunca entrem no mar sozinhos

Em resumo

Onde ocorreu o afogamento em Tramandaí?

Em um trecho sem guarda-vidas, a cerca de 700 metros da última guarita, em direção a Nova Tramandaí.

Quem são as vítimas?

Uma mulher de 47 anos e seu filho, de 11 anos. Um jovem de 24 anos segue internado.

Por que o local é perigoso?

Por concentrar correntes de retorno, ausência de sinalização e não ter monitoramento.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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