Morador do Vale do Paranhana perdeu apoio dos pés em área funda, submergiu e não resistiu; caso reacende alerta sobre riscos em lagoas mesmo com guarda-vidas
Afogamento na Lagoa do Bacupari terminou em morte mesmo com equipes de salvamento em operação. A vítima, levada pelo vento enquanto usava uma boia recreativa, foi parar em um trecho profundo, não conseguiu voltar e submergiu antes da chegada do socorro.
Quem é a vítima identificada
O homem foi identificado como Regis Ricardo Altmayer, 53 anos, morador do Vale do Paranhana.
Ele foi sepultado na tarde desta segunda-feira (02), no Cemitério Eucalipto, em Três Coroas.
O que aconteceu na Lagoa do Bacupari

De acordo com informações do atendimento de emergência, o caso ocorreu na manhã de domingo (01), por volta das 10h, em Mostardas.
- A vítima estava próxima à margem da lagoa;
- Utilizava uma boia recreativa;
- O vento aumentou e empurrou o equipamento para o centro;
- Ele tentou nadar de volta;
- Entrou em uma área onde não dava pé e submergiu.
O Corpo de Bombeiros foi acionado, realizou o resgate e iniciou manobras de reanimação cardiopulmonar, mas o óbito foi confirmado ainda no local.
Por que o risco aumenta mesmo perto da margem
A Lagoa do Bacupari é conhecida por aparentar águas rasas em diversos pontos, mas apresenta variações bruscas de profundidade, além de rajadas de vento frequentes.
Esses fatores podem deslocar boias, colchões infláveis e caiaques leves em poucos segundos, surpreendendo banhistas sem colete salva-vidas.
Especialistas em salvamento aquático destacam que:
- Boias recreativas não são equipamentos de segurança;
- O vento cria deriva rápida para áreas fundas;
- A transição do raso para o fundo pode ocorrer em poucos passos;
- O cansaço ao tentar nadar contra o vento aumenta o risco de submersão.
O que está acontecendo e por quê
Durante o verão, lagoas do Litoral Norte e Sul recebem grande fluxo de visitantes, muitos acreditando que o ambiente é mais seguro que o mar. Isso reduz a percepção de risco.
No entanto, ocorrências mostram que ventos fortes, lama no fundo e desníveis tornam o resgate mais difícil e o tempo de reação menor.
Mesmo com guarda-vidas, o deslocamento rápido da vítima para longe da margem pode atrasar o primeiro contato de salvamento.
Análise: impacto direto para banhistas
Casos como este reforçam que lagoas exigem os mesmos cuidados de praias e rios. Equipamentos infláveis passam falsa sensação de segurança e podem se tornar armadilhas em dias de vento.
Para famílias e turistas, a orientação é redobrar a atenção principalmente:
- Em horários de vento constante;
- Com crianças ou pessoas que não sabem nadar bem;
- Ao usar boias ou infláveis soltos;
- Em áreas sem marcação de profundidade.
Como reduzir o risco de afogamento em lagoas
- Preferir áreas sinalizadas e próximas aos guarda-vidas;
- Evitar boias em dias de vento;
- Usar colete salva-vidas em atividades aquáticas;
- Não entrar sozinho na água;
- Sair imediatamente se perceber deriva para o fundo.
Em resumo
Quem era a vítima?
Regis Ricardo Altmayer, 53 anos, morador do Vale do Paranhana.
Como ocorreu o afogamento?
Foi arrastado pelo vento com uma boia, perdeu o apoio dos pés em área funda e submergiu.
Havia guarda-vidas no local?
Sim, mas o resgate não conseguiu reverter o quadro clínico.



















