Vítima de 53 anos estava às margens da lagoa quando foi arrastada para o centro. Bombeiros tentaram reanimação, mas não conseguiram salvar o morador de Igrejinha.
Afogamento na Lagoa do Bacupari reacendeu o alerta sobre os riscos das águas internas do Litoral Sul do RS.
Mesmo com guarda-vidas em operação, um homem de 53 anos morreu após ser levado pelo vento enquanto usava uma boia, perder o apoio dos pés e submergir em uma área funda neste domingo (01), em Mostardas.
O que aconteceu
De acordo com informações do atendimento de emergência, a vítima estava próxima à margem da lagoa por volta das 10h, utilizando uma boia recreativa.
Com o aumento do vento, o equipamento foi empurrado para o centro da Lagoa do Bacupari. Ao tentar retornar nadando, o homem saiu da boia, mas entrou em um trecho onde não dava pé.
Sem conseguir se manter na superfície, ele acabou se afogando.
O Corpo de Bombeiros foi acionado, realizou o resgate e iniciou manobras de reanimação cardiopulmonar, porém o óbito foi confirmado ainda no local.
A vítima era moradora de Igrejinha.
Por que o risco é maior na Lagoa do Bacupari
Embora pareça mais tranquila que o mar, a lagoa esconde fatores que aumentam o perigo:
- Vento lateral forte, que arrasta boias e colchões infláveis rapidamente
- Desníveis abruptos, com trechos rasos que viram áreas fundas em poucos metros
- Falsa sensação de segurança por ausência de ondas
- Dificuldade de retorno quando a pessoa se afasta da margem
Especialistas em salvamento aquático alertam que boias recreativas não são equipamentos de segurança e podem se transformar em “velas”, sendo levadas com facilidade pelo vento.
Há guarda-vidas no local?
Sim. A Lagoa do Bacupari integra a Operação Verão Total 2025/2026, iniciada em 1º de dezembro pelo Corpo de Bombeiros Militar do RS.
O balneário conta com:
- Guarda-vidas civis temporários (GVCT)
- Patrulhamento constante
- Motos aquáticas para resgates rápidos
- Suporte do Pelotão de Quintão
A recomendação oficial é permanecer dentro das áreas monitoradas e evitar o uso de boias ou infláveis em dias de vento.
O que está acontecendo e por quê
Os bombeiros observam aumento de ocorrências em lagoas e águas internas no verão, principalmente por causa do calor intenso e da migração de banhistas que buscam locais mais calmos que o mar.
No entanto, ambientes como o Bacupari combinam vento constante, fundo irregular e longas distâncias até a margem — cenário que dificulta o socorro imediato.
Segundo especialistas em segurança aquática, muitos acidentes ocorrem quando a pessoa subestima a profundidade ou confia excessivamente em objetos flutuantes.
Como reduzir o risco de afogamento
- Ficar sempre na área sinalizada pelos guarda-vidas
- Evitar boias, colchões infláveis e objetos que o vento possa arrastar
- Não entrar sozinho na água
- Respeitar condições de vento forte
- Manter crianças sob supervisão constante
- Chamar socorro imediato ao menor sinal de dificuldade
Impacto para quem frequenta o local
O caso reforça que lagoas não são automaticamente mais seguras que o mar. Para moradores e turistas, a principal mudança prática é simples: priorizar trechos monitorados e abandonar infláveis em dias de vento.
Pequenas decisões preventivas reduzem drasticamente o risco de acidentes fatais.
Em resumo
Onde ocorreu o afogamento?
Na Lagoa do Bacupari, em Mostardas, no Litoral Sul do RS.
Havia guarda-vidas no local?
Sim. O balneário integra a Operação Verão Total, com monitoramento do Corpo de Bombeiros.
Qual foi a principal causa do acidente?
A vítima foi levada pelo vento em uma boia, entrou em área funda ao tentar voltar nadando e se afogou.



















