🟥 Afogamento em Torres reacende alerta sobre guaritas desativadas
Afogamento em Torres voltou a fazer mais uma vítima fatal neste domingo (21), em um dos pontos mais frequentados da Praia Grande, em Torres, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.
Um jovem de 26 anos morreu após entrar no mar em uma área com guarita de salva-vidas desativada, em meio a um cenário de praia cheia, mar agitado e alto risco para banhistas.
A vítima foi identificada como Guilherme Manoel de Freitas Ferreira, natural de Venâncio Aires.
Ele se afogou em frente à Guarita 4, local que, apesar do intenso fluxo de pessoas, não contava com vigilância fixa no momento da ocorrência.
🌊 Mar agitado, praia lotada e área sem cobertura de salva-vidas
Testemunhas relataram que Guilherme entrou no mar durante a tarde, período de maior movimento na praia.
Pouco tempo depois, ele começou a apresentar dificuldades para retornar à faixa de areia, sendo visto em situação de risco por outros banhistas.
Mesmo com a guarita desativada, a movimentação de pessoas chamou a atenção de frequentadores da praia, que rapidamente acionaram os guarda-vidas de outros pontos da orla.
🚑 Resgate mobilizou guarda-vidas e jet-ski
Assim que tomaram conhecimento do afogamento, guarda-vidas se deslocaram com urgência até o local, contando também com o apoio de um jet-ski para agilizar o resgate. Guilherme foi retirado da água ainda com vida.
Na areia, os profissionais iniciaram manobras de reanimação imediatamente, seguindo os protocolos de salvamento aquático.
Pouco depois, uma ambulância chegou à Praia Grande, com a intenção de encaminhar a vítima ao Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, em Torres.
Apesar de todos os esforços das equipes de salvamento e atendimento médico, o jovem não resistiu e teve o óbito confirmado.
⚠️ Segundo afogamento fatal no mesmo ponto em menos de 10 dias
O caso acende um sinal de alerta ainda maior pelo fato de que outro jovem morreu afogado nas proximidades da mesma Guarita 4 há menos de 10 dias.
As duas ocorrências aconteceram em um trecho com grande concentração de banhistas e histórico de correntes marítimas perigosas.
Após o primeiro óbito, a ASAVIME (Associação dos Salva-Vidas Militares) divulgou uma nota pública lamentando a morte e cobrando medidas urgentes das autoridades, apontando:
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Redução no efetivo de guarda-vidas
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Falhas na cobertura de segurança em áreas com grande fluxo de banhistas
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Manutenção de guaritas desativadas mesmo em períodos de alta movimentação
🛟 Especialistas reforçam: só entre no mar em áreas sinalizadas
Profissionais de salvamento aquático e entidades ligadas à segurança nas praias reforçam que banhistas devem entrar no mar exclusivamente em locais protegidos por guarda-vidas.
Trechos sem vigilância costumam apresentar:
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Correntes de retorno invisíveis
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Alterações repentinas na profundidade
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Maior tempo de resposta em emergências
Em dias de mar agitado, o risco é ainda maior, mesmo para pessoas que sabem nadar.
📌 Litoral em alerta: tragédias evitáveis
A sequência de afogamentos em um curto intervalo de tempo reforça a necessidade de revisão imediata da cobertura de segurança nas praias de Torres, especialmente em pontos já conhecidos pelo risco.
Enquanto isso, o verão avança com praias lotadas e o alerta permanece: informação, prevenção e respeito às orientações dos guarda-vidas salvam vidas.


















