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Afogamento em Torres escancara diminuição de guarda-vidas após terceira morte

Afogamento em Torres Afogamento em Torres voltou a chocar moradores e turistas do Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Um jovem de 23 anos morreu na noite desta quarta-feira…
Pesquisa de Férias Fecomércio-RS

Afogamento em Torres

Afogamento em Torres voltou a chocar moradores e turistas do Litoral Norte do Rio Grande do Sul.

Um jovem de 23 anos morreu na noite desta quarta-feira (24), véspera de Natal, após se afogar na Praia Paraíso, em um trecho que estava sem cobertura de guarda-vidas no momento do ocorrido.

O caso é o terceiro registro de morte por afogamento na cidade nos últimos dias, todos em circunstâncias semelhantes.

O episódio reacendeu críticas e preocupações sobre a redução no efetivo de guarda-vidas, período em que o fluxo de banhistas cresce de forma significativa.

Afogamento aconteceu próximo à guarita 22, após o fim do horário de atendimento

Segundo informações apuradas, o afogamento ocorreu por volta das 18h30min, nas proximidades da guarita número 22.

No entanto, o atendimento regular de guarda-vidas na área se encerra às 18 horas, o que significa que não havia profissionais de salvamento no momento em que o jovem entrou em dificuldade no mar.

Testemunhas relataram momentos de desespero ao perceberem que o jovem não conseguia retornar à faixa de areia.

Populares acionaram os serviços de emergência, dando início a uma operação de buscas.

Buscas mobilizaram bombeiros e motos aquáticas durante a noite

Após o chamado, equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Torres e de Arroio do Sal foram deslocadas para a ocorrência.

As buscas contaram com o apoio de duas motos aquáticas, varrendo o trecho da praia e áreas adjacentes.

Apesar dos esforços, o jovem não foi localizado durante a noite.

O corpo acabou sendo encontrado já na madrugada desta quinta-feira (25), encerrando de forma trágica mais uma ocorrência de afogamento no município.

A vítima foi identificada como Alan Gabriel Nunes dos Santos.

Terceira morte por afogamento em Torres em pouco mais de uma semana

O caso não é isolado e acende um sinal vermelho para autoridades e órgãos de segurança.

  • No domingo (21), um jovem de 26 anos morreu após se afogar na Praia Grande.

  • No dia 16, outro jovem, de 21 anos, chegou a ser socorrido após um afogamento, mas não resistiu, também na Praia Grande.

Em todos os três casos, as ocorrências aconteceram sem a presença de guarda-vidas no momento do incidente, o que reforça o debate sobre horários limitados de atendimento e a escassez de profissionais.

Associação alerta para crise no efetivo de guarda-vidas

Em conversa com o Litoralmania, o 1º Sargento Jeferson França, do Corpo de Bombeiros Militar do RS e vice-presidente da Associação dos Salva-Vidas Militares do RS (ASAVIME), afirmou que a situação é preocupante e já vinha sendo alertada antes mesmo do início da temporada de verão.

“Temos guarda-vidas civis desligados da operação por não conseguirem estar lotados em Torres”, afirmou França.

Segundo a ASAVIME, o município enfrenta uma redução significativa no efetivo, impactando diretamente a segurança nas praias.

36 guarda-vidas a menos comprometem a segurança dos banhistas

Em nota anterior, a ASAVIME já havia alertado para uma crise estrutural no serviço de salvamento aquático.

De acordo com a entidade, há 36 guarda-vidas a menos nesta temporada em comparação com anos anteriores.

Esse déficit resulta em:

  • Postos desguarnecidos

  • Ampliação excessiva das áreas de cobertura por profissional

  • Aumento no tempo de resposta em situações de emergência

A associação destaca que, em dias de mar agitado, o risco de afogamentos cresce de forma exponencial, enquanto os profissionais atuam no limite físico e operacional.

Entidade cobra medidas urgentes das autoridades

Diante da sequência de tragédias, a ASAVIME voltou a cobrar ações imediatas por parte do poder público. Entre as principais exigências estão:

✔ Revisão imediata do efetivo

A associação pede a recomposição urgente do quadro, com a contratação emergencial de novos guarda-vidas, incluindo militares e civis temporários.

✔ Alocação de recursos sem contingenciamento

Para a entidade, a segurança no litoral deve ser tratada como prioridade absoluta, sem sofrer impactos de cortes orçamentários.

✔ Cobertura total das áreas de risco

A ASAVIME defende que todas as áreas identificadas como perigosas tenham presença permanente de profissionais qualificados, inclusive em horários de maior movimento.

Temporada de verão exige atenção redobrada

Com o aumento expressivo de turistas no Litoral Norte durante as festas de fim de ano e o verão, especialistas alertam que entrar no mar fora do horário de cobertura de guarda-vidas eleva drasticamente o risco de acidentes fatais.

Enquanto medidas não são adotadas, a orientação é clara: evitar o banho de mar em trechos sem monitoramento, respeitar bandeiras de sinalização e buscar sempre áreas com guarda-vidas em operação.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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