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Abacaxi de Terra de Areia terá 8 milhões de frutos em 2026: maior e mais doce

Maior produtor gaúcho da fruta deve colher cerca de 8 milhões de unidades em um ciclo considerado o melhor dos últimos anos, impulsionado pelo clima e por técnicas de manejo…
Abacaxi de Terra de Areia terá 8 milhões de frutos em 2026: maior e mais doce
Foto: IA

Maior produtor gaúcho da fruta deve colher cerca de 8 milhões de unidades em um ciclo considerado o melhor dos últimos anos, impulsionado pelo clima e por técnicas de manejo mais modernas.

O abacaxi de Terra de Areia vive um momento histórico em 2026. Maior polo produtor da fruta no Rio Grande do Sul, o município deve colher cerca de 8 milhões de abacaxis neste ciclo, segundo a Emater/RS-Ascar, com frutos maiores, mais doces e de menor acidez.

O resultado é atribuído a uma combinação rara: clima favorável nos meses decisivos, maior investimento em adubação e manejo e a vantagem logística de produzir perto do consumidor gaúcho.

Por que a safra de abacaxi em Terra de Areia é considerada excepcional

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De acordo com o extensionista rural Wolnei Fenner, a atual colheita está entre as melhores dos últimos anos em volume e qualidade.

“A safra deste ano está superando todas as expectativas. O clima contribuiu muito, o que proporcionou frutos em maior quantidade e com padrão superior”, afirma.

  • 120 famílias diretamente envolvidas na produção
  • 130 hectares cultivados no município
  • Aproximadamente 8 milhões de frutos previstos
  • Teor de açúcar mais alto e menor acidez

O que está acontecendo e por quê

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O abacaxi é uma fruta não climatérica, ou seja, não amadurece depois de colhida. Isso torna a logística um fator decisivo na qualidade final.

Produtores de outros estados precisam colher o fruto ainda verde para suportar longos trajetos até o Sul, o que reduz o açúcar e aumenta a acidez.

Em Terra de Areia, a proximidade com os mercados consumidores permite colher o abacaxi já maduro.

Resultado prático: fruta mais doce, menos ácida e com aceitação superior nas feiras, centrais de abastecimento e vendas diretas.

Clima e manejo: a dupla que mudou o padrão da fruta

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Mesmo após um inverno rigoroso que atrasou o início do ciclo, o clima de verão trouxe estabilidade.

  • Ausência de estiagens prolongadas
  • Chuvas em volume adequado
  • Menor incidência de queima pelo sol

Além disso, os produtores passaram a investir mais em adubação e técnicas de manejo.

“Antes o abacaxi era muito bom, mas pequeno. Hoje conseguimos frutas maiores do que as de uma década atrás”, explica Fenner.

Impacto direto para o consumidor gaúcho

Na prática, quem compra o abacaxi de Terra de Areia percebe três diferenças claras:

  • Mais doçura no paladar
  • Menor acidez
  • Tamanho maior e aparência mais uniforme

Parte da produção vai para Ceasas, feiras e tendas. Outra chega diretamente às casas por meio de vendedores itinerantes.

Isso reduz intermediários, mantém o frescor e ajuda a segurar preços mais competitivos.

Produção familiar e venda direta garantem renda maior

O agricultor José Erídio Engel cultiva abacaxi há 25 anos e é um retrato da nova fase da cultura.

Ele mantém entre 7 e 10 hectares plantados, colhendo de 4 a 5 hectares por ano, respeitando o ciclo de até dois anos da cultura.

  • 100 mil a 120 mil frutos por safra
  • Venda direta a consumidores e pontos de rua
  • Sem atravessadores para preservar margem

“Prefiro plantar menos e vender melhor. Se plantar demais, tenho que vender barato para atravessador”, explica.

Alta temporada vai até o Carnaval

A colheita começa em meados de outubro e segue até o verão.

A fase mais forte de vendas vai até o Carnaval, quando o fluxo de veículos nas rodovias aumenta e impulsiona o comércio à beira da estrada.

Parte da lavoura é induzida a florescer antes do tempo para escalonar a colheita.

Sucessão familiar mantém a cultura viva

Engel já garantiu a continuidade da produção com os filhos Jonas, 27, e Geovana, 19.

Ambos optaram por seguir na atividade rural.

“Ensinei eles a fazer o que eu sei fazer. Eles viram a gente crescer com o abacaxi e pegaram gosto”, relata.

Geovana descreve a primeira lavoura própria como um marco pessoal.

“Ver a fruta crescer, cuidar e colher é muito gratificante. Agora a lavoura está linda e os frutos estão grandes”, conta.

O que muda a partir de agora para o setor

Com a safra recorde e a consolidação de técnicas modernas, Terra de Areia reforça sua posição como referência estadual.

Especialistas apontam três efeitos prováveis:

  • Maior fidelização do consumidor à fruta local
  • Valorização do produto regional frente ao importado
  • Estímulo à permanência de jovens no campo

Em Resumo

Por que o abacaxi de Terra de Areia está melhor em 2026?

Clima favorável, colheita no ponto ideal e mais investimento em manejo e adubação.

Quantos abacaxis devem ser colhidos?

Cerca de 8 milhões de frutos neste ciclo, segundo a Emater/RS-Ascar.

Qual a principal vantagem para o consumidor?

Fruta mais doce, menos ácida e mais fresca, colhida madura perto do mercado.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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