[rank_math_breadcrumb]

Pets na Copa do Mundo: 7 dicas para proteger o seu animal durante as comemorações

Barulhos intensos, movimentação excessiva de pessoas e até fantasias temáticas exigem atenção para garantir o bem-estar dos animais

Reuniões entre amigos, churrascos, comemorações e muita torcida costumam marcar os jogos da Copa do Mundo, transformando as partidas em verdadeiros eventos sociais. No entanto, enquanto os responsáveis celebram cada lance e vibram com a seleção, os pets podem vivenciar momentos de estresse, desconforto e até riscos à saúde que muitas vezes passam despercebidos.

Por isso, segundo Mayara Andrade, médica-veterinária de Guabi Natural (MBRF Pet), é importante planejar a rotina dos animais nos dias de partidas para minimizar impactos negativos. Veja abaixo!

1. Barulho e fogos: os maiores vilões para cães e gatos 

A combinação de fogos de artifício, gritos e buzinas pode ser considerada um dos principais fatores de estresse para os animais durante eventos esportivos, segundo Mayara Andrade. Além do desconforto auditivo, o medo pode desencadear comportamentos perigosos, como tentativas de fuga, destruição de objetos, agressividade. 

Em situações de pânico, também não são raros acidentes domésticos, já que muitos pets tentam escapar ou se esconder e acabam se machucando ao bater em portas e janelas, derrubar objetos ou sofrer quedas. 

Para reduzir os impactos, a médica-veterinária recomenda preparar um ambiente seguro antes do início das partidas. Cômodos internos, com janelas fechadas e cortinas cerradas, ajudam a abafar os ruídos externos. Sons relaxantes ou música ambiente também podem auxiliar a mascarar os barulhos vindos da rua. Além disso, é importante manter o ambiente em uma temperatura confortável, evitando locais excessivamente quentes ou frios, que podem aumentar o desconforto dos animais em momentos de estresse. 

“Outra medida importante é disponibilizar um local familiar e confortável para o animal, com cama, cobertor, brinquedos e objetos que transmitam segurança. Sempre que possível, o responsável deve permanecer próximo ao pet, oferecendo companhia e tranquilidade”, explica Mayara Andrade.

Ela também lembra que “deixar o animal sozinho em momentos de medo pode aumentar a sensação de insegurança. A presença do responsável costuma ser um fator importante para ajudar o pet a se sentir protegido”.

2. Identificação pode evitar perdas em caso de fuga 

Mayara Andrade alerta que períodos com grande incidência de fogos podem registrar mais fugas de cães e gatos. Segundo ela, assustados, muitos animais conseguem escapar por portas, portões ou frestas que normalmente não tentariam atravessar. 

“É fundamental verificar previamente a segurança da residência e garantir que o pet esteja identificado com coleira e plaquinha contendo telefone atualizado do responsável. Para animais que já possuem microchip, vale confirmar se os dados cadastrais estão corretos”, orienta. 

3. Churrasco e petiscos também podem trazer riscos aos pets 

As confraternizações também trazem riscos relacionados à alimentação. Alimentos comuns em festas podem provocar desde desconfortos gastrointestinais até intoxicações graves. “Carnes excessivamente gordurosas, temperos, cebola, alho, ossos, embutidos, doces e chocolates nunca devem ser oferecidos aos animais, assim como petiscos como nuts, amendoins e outros tipos de snacks industrializados”, lista a médica-veterinária.

Cuidar da alimentação do animal é, também, zelar por sua segurança. “Mesmo que o pet demonstre interesse pelos alimentos da mesa, o ideal é manter sua alimentação habitual. Mudanças bruscas podem causar vômitos ou até intoxicações no caso de alimentos impróprios para eles”, destaca. 

Uma alternativa, segundo Mayara Andrade, é oferecer opções próprias para pets durante os momentos de confraternização. Alimentos úmidos de alta qualidade, como os sachês formulados para cães e gatos, podem funcionar como uma recompensa saudável, além de contribuírem para a hidratação. 

Ambientes cheios, movimentados e aquecidos podem aumentar a necessidade de hidratação dos animais (Imagem: Pixel-Shot | Shutterstock)

4. Hidratação merece atenção especial 

Ambientes cheios, movimentados e aquecidos podem aumentar a necessidade de hidratação dos animais. “A água fresca deve permanecer disponível durante todo o dia. Além disso, alimentos úmidos podem complementar a ingestão hídrica. Os sachês possuem elevado teor de umidade e podem ser aliados importantes para aumentar o consumo de água, especialmente em pets que bebem pouca água naturalmente”, explica Mayara Andrade.

5. Fantasias e pinturas exigem cautela 

Camisas temáticas, bandanas e acessórios nas cores da torcida costumam fazer sucesso entre os responsáveis. No entanto, a médica-veterinária alerta que nem todos os animais se sentem confortáveis usando fantasias. “Peças apertadas, pesadas ou que dificultem os movimentos devem ser evitadas. O mesmo vale para acessórios que possam causar superaquecimento ou desconforto”, explica. 

Além disso, as tinturas e pinturas também merecem atenção, pois podem colocar a segurança do animal em risco. “O uso de tintas para coloração dos pelos pode provocar reações alérgicas e até intoxicações, já que muitos animais lambem o próprio corpo. Produtos inadequados podem representar riscos importantes para a saúde”, alerta a profissional. 

6. Nem todo pet gosta de festa 

Assim como acontece com os humanos, cada animal possui uma personalidade diferente. Alguns cães são sociáveis e gostam de interagir com visitas, enquanto outros se sentem desconfortáveis em ambientes movimentados. 

De acordo com a médica-veterinária, o responsável deve observar sinais como tremores, respiração acelerada, excesso de salivação, tentativas de se esconder, vocalização intensa, inquietação e agressividade. Esses comportamentos podem indicar medo ou estresse. 

“É importante respeitar os limites de cada animal. Nem todo pet se sente confortável com visitas, música alta ou muitas pessoas circulando pela casa. Forçar essa interação pode gerar sofrimento e comprometer seu bem-estar”, afirma Mayara Andrade.

7. Planejamento é a melhor estratégia 

Segundo a médica-veterinária, preparar os animais com antecedência para as comemorações é a melhor forma de minimizar impactos. “Os momentos de celebração podem ser aproveitados sem abrir mão dos cuidados com os pets. Quando pensamos no bem-estar deles de forma preventiva, conseguimos reduzir riscos e garantir mais qualidade de vida, saúde e tranquilidade para os animais”, conclui.

Por Roberta Muller

Receba as principais notícias no seu WhatsApp

Este conteúdo foi produzido em parceria com colaborador do Portal Litoralmania. O Litoralmania revisa, edita e publica o material assegurando qualidade, apuração e transparência, mantendo seu compromisso com informações confiáveis e bem fundamentadas.

Notícias relacionadas