Operação Golfinho flagrou estrutura clandestina anexa a uma casa, com freezers, embarcações e mais de 1.300 kg de pescado sem condições de consumo. Material foi descartado e envolvidos autuados.
Processamento ilegal de pescado virou alvo de uma grande ação da Brigada Militar em Tramandaí neste sábado (31).
Após denúncia, a Patrulha Ambiental encontrou uma espécie de “mini-indústria” improvisada funcionando ao lado de uma residência, com peixes e camarões sendo manipulados fora das normas sanitárias, colocando consumidores e o meio ambiente em risco.
A operação terminou com prisão em flagrante, apreensão de 1,3 tonelada de pescado e diversos equipamentos usados na atividade clandestina.
O que foi encontrado no local

Durante a fiscalização da 56ª Operação Golfinho 2025–2026, equipes do 1º Batalhão Ambiental (PATRAM) cercaram o endereço por água e por terra, confirmando o beneficiamento irregular.
- Aproximadamente 1.330 quilos de pescado irregular
- Bagres brancos inteiros, carcaças e filés
- Camarões armazenados sem controle sanitário
- 5 freezers e 3 balanças digitais
- 4 embarcações e 4 motores de popa
- Baterias e tanques de combustível
Todo o pescado foi considerado impróprio para consumo e descartado em aterro sanitário licenciado.
Por que a atividade é crime ambiental e sanitário

Segundo a Brigada Militar, o processamento de pescado sem licença, inspeção e controle de temperatura viola normas ambientais, sanitárias e de rastreabilidade. Isso pode gerar:
- Risco de intoxicação alimentar
- Contaminação por bactérias e deterioração rápida
- Pesca predatória e sem controle de origem
- Concorrência desleal com pescadores e empresas regularizadas
Laudos da Vigilância Sanitária e do IBAMA confirmaram que os produtos estavam em condições inadequadas.
O que está acontecendo e por quê
Autoridades apontam que, no verão, o aumento da demanda por frutos do mar no Litoral Norte estimula operações clandestinas, que tentam reduzir custos ignorando regras de higiene e licenciamento.
Esses pontos ilegais costumam funcionar em imóveis residenciais, dificultando a fiscalização e ampliando o risco de que alimentos contaminados cheguem ao consumidor final.
Impacto direto para moradores e turistas
Além do prejuízo ambiental, a prática atinge diretamente quem compra pescado na região.
Produtos sem inspeção podem causar problemas gastrointestinais e infecções, especialmente em crianças e idosos.
Para o comércio formal, o efeito também é econômico, já que estabelecimentos regularizados enfrentam concorrência de mercadorias mais baratas e ilegais.
Como o consumidor pode se proteger
- Comprar apenas em locais com selo de inspeção sanitária
- Evitar produtos sem procedência ou muito abaixo do preço de mercado
- Observar cheiro, cor e armazenamento refrigerado
- Denunciar atividades suspeitas aos órgãos ambientais
Encaminhamentos legais
Foi lavrado Auto de Prisão em Flagrante. A fiança estipulada foi de R$ 3.200, paga pelo autor. Também serão aplicadas multas e sanções administrativas ambientais.
Em Resumo
Quanto pescado foi apreendido?
Cerca de 1.330 quilos entre peixes e camarões.
O alimento podia ser consumido?
Não. Laudos indicaram condições impróprias para consumo humano.
O que aconteceu com os responsáveis?
Foram presos em flagrante, pagaram fiança e responderão a processos ambientais e sanitários.



















