Operação Golfinho flagra uso de “berimbau” na Lagoa do Armazém e mobiliza ação da Patram para conter danos ambientais e proteger pescadores legais.
Pesca predatória voltou ao radar da fiscalização ambiental no Litoral Norte.
Durante patrulhamento embarcado nas lagoas do Armazém e da Custódia, em Tramandaí, a Brigada Militar apreendeu 24 petrechos ilegais e uma rede fora do padrão permitido, após flagrar uso de armadilhas proibidas e tentativa de fuga de um suspeito.
O que está acontecendo nas lagoas de Tramandaí
A ação ocorreu dentro da 56ª Operação Golfinho 2025–2026, quando equipes do 1º Batalhão Ambiental (Patram) intensificaram a fiscalização em áreas que vinham recebendo denúncias de pesca irregular.
Na Lagoa do Armazém, os policiais visualizaram um homem pescando com petrechos do tipo “berimbau”, equipamento proibido pela legislação ambiental por capturar peixes de forma indiscriminada.
Ao perceber a aproximação da guarnição, o suspeito fugiu para o interior de um pátio residencial, mas foi acompanhado e abordado em situação de flagrante.
O que foi apreendido
- 24 petrechos ilegais do tipo berimbau
- 1 rede de malha não permitida para a lagoa
- Materiais ainda molhados, indicando uso recente
Parte dos equipamentos estava escondida próximo à residência. Outros foram encontrados em galpões e pátios abertos no mesmo terreno.
Os envolvidos foram identificados e a ocorrência comunicada à Polícia Civil.
Por que o “berimbau” é proibido
Esse tipo de armadilha captura peixes sem seletividade, atingindo espécies jovens, matrizes e até animais fora do tamanho permitido, o que compromete a reposição natural dos estoques.
Na prática, o impacto é duplo:
- Desequilíbrio ambiental nas lagoas
- Prejuízo direto aos pescadores que trabalham dentro da lei
Impacto direto para a comunidade
A pesca predatória reduz a quantidade de peixes disponíveis e encarece a atividade legal. Para famílias que dependem da pesca artesanal, isso significa menos renda e mais competição desleal.
Além disso, a queda no estoque pesqueiro afeta turismo, gastronomia local e toda a cadeia econômica ligada às lagoas.
O que pode mudar a partir de agora
Com o reforço da Operação Golfinho:
- Mais patrulhamento embarcado
- Fiscalizações surpresa
- Resposta rápida a denúncias ambientais
- Maior rigor na apreensão de materiais ilegais
A expectativa é reduzir a pressão sobre os ecossistemas e garantir a reprodução das espécies nos próximos meses, período crítico para a sustentabilidade das lagoas.
Análise: por que a fiscalização aumentou
Fontes ambientais apontam crescimento de denúncias nas últimas semanas, especialmente durante o verão, quando a atividade pesqueira se intensifica.
Historicamente, esse período combina maior circulação de pessoas, turismo e oportunidades para práticas irregulares. Por isso, a presença ostensiva da Patram tende a funcionar como efeito dissuasório, prevenindo novas infrações.
Em Resumo
O que foi apreendido?
24 petrechos ilegais do tipo berimbau e uma rede de malha proibida.
Onde ocorreu a ação?
Nas lagoas do Armazém e da Custódia, em Osório, durante patrulhamento da Operação Golfinho.
Qual o risco da pesca predatória?
Reduz estoques de peixes, desequilibra o ecossistema e prejudica pescadores que atuam legalmente.



















