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Suspeito de engravidar a própria filha no Litoral Norte é preso ao tentar fugir para o Paraguai

Suspeito de engravidar a própria filha no Litoral Norte Suspeito de engravidar a própria filha no Litoral Norte do RS foi preso nesta semana em Foz do Iguaçu, no Paraná,…
Suspeito de engravidar a própria filha

Suspeito de engravidar a própria filha no Litoral Norte

Suspeito de engravidar a própria filha no Litoral Norte do RS foi preso nesta semana em Foz do Iguaçu, no Paraná, ao tentar atravessar a fronteira com destino ao Paraguai.

O homem, de 41 anos, era considerado foragido da Justiça do Rio Grande do Sul e tinha mandado de prisão preventiva em aberto por crimes investigados no município de Cidreira, no Litoral Norte gaúcho.

A prisão ocorreu na última segunda-feira (5) e foi resultado de uma ação conjunta entre a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, a Polícia Civil do Paraná e a Polícia Federal.

O suspeito foi localizado durante fiscalização na região da Ponte Internacional da Amizade, um dos principais pontos de travessia entre Brasil e Paraguai.

Investigações apontam abusos reiterados contra a filha menor

De acordo com a Polícia Civil, o caso envolve a prática reiterada do crime de estupro de vulnerável, supostamente cometido pelo próprio pai da vítima, que tinha menos de 14 anos à época dos fatos.

Os abusos teriam ocorrido ao longo de um período prolongado, dentro do ambiente familiar.

As investigações indicam que o homem utilizava a relação de autoridade e confiança para submeter a menina a um processo de manipulação psicológica, fazendo com que ela acreditasse que os abusos faziam parte de uma situação “normal”.

Também há indícios de que ele orientava a filha a manter os crimes em segredo, evitando que a mãe tomasse conhecimento.

Gravidezes decorrentes dos abusos agravaram o caso

Um dos pontos centrais da investigação é o fato de que os abusos teriam resultado em duas gravidezes da adolescente.

Conforme apurado pela polícia, o suspeito tentou inicialmente ocultar a própria paternidade das crianças, atribuindo as gestações a outra pessoa.

Durante a apuração, no entanto, conversas obtidas legalmente pelos investigadores reforçaram as suspeitas.

Em mensagens analisadas, o homem teria admitido ser o pai das crianças, informação considerada relevante para o pedido de prisão preventiva.

Detalhes sobre as gestações e sobre a situação das crianças não são divulgados para preservar a identidade da vítima, conforme determina a legislação.

Denúncia foi registrada após suspeitas da mãe

O caso veio à tona após a mãe da adolescente perceber sinais de que algo não estava correto e procurar a delegacia para registrar a denúncia.

A partir do relato, a Polícia Civil iniciou a investigação e reuniu provas que embasaram a solicitação de prisão preventiva do suspeito.

Segundo fontes ligadas à investigação, a mãe não deverá responder por qualquer responsabilização criminal.

A polícia entende que ela também foi enganada pelo investigado e não tinha conhecimento dos abusos, o que ficou comprovado durante a apuração

Localização do foragido ocorreu após cruzamento de informações

Com o avanço das investigações, os policiais identificaram que o suspeito estaria escondido em Foz do Iguaçu.

A informação foi repassada às autoridades paranaenses, que intensificaram as diligências na região de fronteira.

Durante uma ação de fiscalização, agentes da Polícia Federal identificaram o homem e confirmaram a existência do mandado de prisão expedido pela Justiça do Rio Grande do Sul. Ele foi abordado e preso no local.

A investigação é coordenada pelo delegado substituto Marco Swirski e pelo delegado adjunto da Operação Verão, Sergio Rossi.

Suspeito permanece preso no Paraná

Após a prisão, o homem foi encaminhado ao sistema prisional do Paraná, onde permanece custodiado.

A transferência para o Rio Grande do Sul deverá ocorrer conforme determinação da Vara de Execuções Criminais, para que ele responda aos crimes no estado onde os fatos teriam ocorrido.

Crime é classificado como hediondo pela legislação brasileira

O investigado poderá responder pelo crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, que criminaliza qualquer ato sexual praticado contra menor de 14 anos, independentemente de consentimento.

A pena prevista varia de 8 a 15 anos de reclusão, podendo ser agravada em razão de circunstâncias como:

  • O fato de o crime ter sido cometido pelo próprio pai da vítima

  • A prática reiterada dos abusos

  • A relação de autoridade e confiança

  • A ocorrência de gravidez decorrente da violência sexual

Nessas condições, a pena pode chegar a até 20 anos de prisão, com cumprimento inicial em regime fechado. Por se tratar de crime hediondo, não há previsão de anistia, graça ou indulto.

Além disso, o suspeito poderá responder por outros crimes conexos, como ameaça, constrangimento ilegal e violência psicológica, conforme o andamento do processo.

Identidade da vítima é preservada

Em respeito à legislação e às normas de proteção a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, não são divulgados nomes, endereços ou quaisquer informações que possam levar à identificação da vítima ou de seus familiares.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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