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Queimaduras por águas-vivas: Praia do Litoral Norte ultrapassa 6 mil casos

Queimaduras por águas-vivas em Torres ultrapassam 6 mil casos As queimaduras por águas-vivas em Torres já ultrapassaram a marca de 6,6 mil casos somente neste início de temporada, colocando o…
Torres, Queimaduras por águas-vivas

Queimaduras por águas-vivas em Torres ultrapassam 6 mil casos

As queimaduras por águas-vivas em Torres já ultrapassaram a marca de 6,6 mil casos somente neste início de temporada, colocando o município no topo do ranking do Litoral Norte do Rio Grande do Sul.

O cenário preocupa autoridades, especialistas e moradores, especialmente porque o número representa um crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado.

Com mar quente, águas cristalinas e grande fluxo de turistas, o verão deste ano tem sido marcado por um fenômeno que se repete com força: a alta presença de águas-vivas nas praias gaúchas.

Segundo dados oficiais do Corpo de Bombeiros, até o dia 31 de dezembro, mais de 23 mil atendimentos por queimaduras já haviam sido registrados em toda a região.

Cidade lidera ranking no Litoral Norte

A cidade de Torres aparece isolada na liderança, com 6.636 ocorrências.

Logo atrás aparecem:

  • Arroio do Sal – 2.908 casos

  • Capão da Canoa – 2.704 casos

  • Capão Novo (distrito de Capão da Canoa) – 2.254 casos

Cenário favorece presença de águas-vivas

Especialistas explicam que o cenário atual favorece a presença das águas-vivas.

O vento Nordeste, comum nesta época do ano, empurra massas de água quente em direção ao litoral gaúcho, criando o ambiente ideal para esses organismos.

Segundo o biólogo Maurício Tavares, do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar/UFRGS), há diferentes espécies de águas-vivas que aparecem no litoral gaúcho, mas duas delas se destacam pelo alto grau de periculosidade.

“As duas mais comuns que têm no verão é uma água-viva menor, transparente, com tentáculos rosa e laranja, que causa as queimaduras mais frequentes todos os anos, conhecida como “reloginho”. Depois, a gente tem uma outra espécie, que não é água-viva mas é desse grupo, que é a caravela portuguesa, que flutua na coluna d’água, tem os tentáculos bem compridos, coloração azul e roxa, é muito bonita. Essas duas são as que causam as queimaduras e são bem frequentes”, destaca Maurício.

Torres concentra mais casos por permanência dos banhistas

De acordo com o tenente-coronel Vinícius Lang, coordenador administrativo da Operação Verão, o fator humano também influencia diretamente nos números.

“Neste ano estamos vendo águas-vivas menores do que as do ano passado. Torres também lidera no número de casos por ter a característica de permanência. É uma praia que fica mais longe, então as pessoas tendem a ficar mais tempo. Em outras praias, o grande movimento ocorre apenas nos finais de semana”, frisa Vinícius.

O que fazer em caso de queimaduras

O Corpo de Bombeiros reforça que agir corretamente após o contato é fundamental para evitar agravamento da lesão.

✅ O que fazer:

  • Retirar cuidadosamente os tentáculos (sem esfregar);

  • Lavar o local apenas com água do mar;

  • Procurar os guarda-vidas, que possuem vinagre, indicado para o tratamento inicial.

❌ O que NÃO fazer:

  • Não usar água doce, urina, areia ou qualquer substância caseira;

  • Não esfregar a pele.

“Em casos mais graves, a orientação é buscar atendimento médico o quanto antes”, reforça o tenente-coronel Lang.

Comparativo com a temporada passada

Em 2024, no mesmo período, o Litoral Norte havia registrado 9,1 mil casos.

Em 2025, esse número já ultrapassa 23 mil, o que evidencia um aumento significativo e acende um alerta para os próximos meses do verão.

Alerta para turistas e moradores

A recomendação dos órgãos de segurança é que banhistas fiquem atentos às bandeiras, placas informativas e orientações dos guarda-vidas.

Evitar áreas com grande concentração de águas-vivas e respeitar os alertas pode reduzir significativamente os riscos.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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