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Pix entra em uma nova era: confira o que muda a partir de 2026

Novas regras do Pix entram em vigor em 2026 O Pix passará por mudanças que prometem transformar a experiência de milhões de brasileiros em 2026. A partir do próximo ano,…
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Foto: © Marcello Casal JrAgência Brasil

Novas regras do Pix entram em vigor em 2026

O Pix passará por mudanças que prometem transformar a experiência de milhões de brasileiros em 2026.

A partir do próximo ano, entram em vigor novas regras definidas pelo Banco Central que têm como objetivo a segurança contra golpes, tornando obrigatória a adoção do Novo Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0) e consolidando o Pix Automático como ferramenta padrão para pagamentos recorrentes entre instituições financeiras.

As mudanças fazem parte de um esforço para fortalecer a confiança no sistema, reduzir prejuízos causados por fraudes e ampliar o uso do Pix como principal meio de pagamento no Brasil — indo muito além das transferências instantâneas.

Principais mudanças

As principais transformações envolvem três pilares:

  • Mais segurança contra golpes e fraudes

  • Facilidade para pagamentos recorrentes

  • Novas funcionalidades em desenvolvimento, como o Pix parcelado

Segundo o Banco Central, o objetivo é modernizar o sistema financeiro sem comprometer a agilidade que tornou o Pix um dos meios de pagamento mais usados do país.

Novo Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0) entra em vigor em fevereiro

A mudança mais relevante começa a valer em 2 de fevereiro de 2026, quando passa a ser obrigatória a adoção do Novo Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0) por todas as instituições financeiras.

A ferramenta amplia significativamente as chances de recuperar valores transferidos em casos de fraude, golpe ou coerção, um problema que cresceu junto com a popularização do Pix.

Como funcionava o sistema até agora

Antes do MED 2.0, a devolução de valores só era possível se o dinheiro ainda estivesse disponível na conta do golpista no momento do bloqueio.

Na prática, isso dificultava a recuperação, já que criminosos costumam transferir rapidamente os valores para outras contas, pulverizando o dinheiro e burlando os mecanismos de rastreamento.

O que muda com o MED 2.0

Com o novo modelo, o sistema passa a rastrear o caminho do dinheiro, mesmo após múltiplas transferências.

Isso significa que:

  • O valor poderá ser rastreado mesmo após passar por várias contas

  • Todas as contas envolvidas na movimentação poderão ser bloqueadas preventivamente

  • O bloqueio deixa de se limitar à primeira conta que recebeu o Pix

A proposta é impedir a chamada “lavagem rápida”, estratégia comum usada por golpistas para dificultar a recuperação dos valores.

Após a contestação, se a fraude for confirmada, o valor deverá ser devolvido em até 11 dias.

Embora o recurso já exista de forma opcional, a partir de fevereiro de 2026 todas as instituições serão obrigadas a adotar o MED 2.0.

Botão de contestação deve proporcionar mais agilidade contra golpes

Outra inovação importante é o botão de contestação, já disponível nos aplicativos bancários e nos extratos de transações Pix.

Com ele, o próprio usuário pode iniciar o processo de bloqueio sem precisar entrar em contato com o atendimento do banco.

Funcionamento

  1. O cliente identifica uma transação suspeita

  2. Aciona o botão de contestação

  3. O banco bloqueia os valores ainda disponíveis

  4. A instituição analisa o caso

  5. Se confirmada a fraude, o valor é devolvido

O Banco Central destaca que o recurso não garante devolução automática, mas aumenta significativamente as chances de recuperação ao reduzir o tempo de resposta.

A solicitação pode ser feita em até 80 dias após a transação, mas quanto mais rápida for a ação, maior a chance de sucesso.

Pix automático passa a ser obrigatório em 2026

Outra mudança importante entra em vigor em 1º de janeiro de 2026: o Pix Automático passa a ser a ferramenta oficial para pagamentos recorrentes entre bancos, conforme a Resolução BCB nº 505/2025.

Com isso, o modelo tradicional de débito automático, que depende de convênios entre empresas e instituições financeiras, começa a ser substituído.

O que é o Pix automático

O Pix Automático permite o pagamento recorrente de serviços como:

  • Conta de luz

  • Água

  • Mensalidades escolares

  • Academias

  • Planos de saúde

  • Serviços de streaming

O cliente autoriza a cobrança uma única vez no aplicativo do banco, definindo regras como valor máximo, periodicidade e prazo.

Operação na prática

  1. A empresa envia uma solicitação de cobrança

  2. O cliente analisa e autoriza no app do banco

  3. Define limites e periodicidade

  4. Os pagamentos passam a ocorrer automaticamente

O controle permanece totalmente com o cliente, que pode cancelar ou alterar a autorização a qualquer momento.

Diferença entre Pix automático e Pix recorrente

Apesar dos nomes parecidos, há diferenças importantes:

  • Pix recorrente: exige que o usuário agende manualmente as transferências

  • Pix Automático: a cobrança é enviada pela empresa e executada automaticamente após autorização

A principal vantagem é a redução do risco de atraso ou esquecimento, aumentando a previsibilidade financeira.

Pix parcelado ainda não tem data definida

Previsto inicialmente para setembro de 2025, o Pix parcelado teve sua implementação adiada pelo Banco Central e ainda não possui nova data oficial.

A funcionalidade é considerada estratégica, principalmente por permitir que até 60 milhões de brasileiros sem cartão de crédito possam parcelar compras via Pix.

Como vai funcionar

Quando for lançado, o modelo deve funcionar assim:

  • O consumidor solicita o parcelamento ao banco

  • A instituição concede crédito e divide o valor

  • O lojista recebe o valor integral imediatamente

  • O consumidor paga as parcelas ao banco, com juros definidos

Diferentemente do cartão de crédito, o lojista não precisará pagar taxas de antecipação.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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