Sepultado jovem morto após afogamento
Sepultado jovem morto após um afogamento no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.
O corpo de Allan Gabriel Nunes Santos, de 23 anos, foi enterrado na manhã desta sexta-feira (26), em Cachoeirinha, na Região Metropolitana.
O caso, que teve início na noite de quarta-feira (24) e terminou com a localização do corpo na madrugada seguinte, voltou a expor falhas estruturais no sistema de salvamento aquático em um dos períodos mais movimentados do litoral gaúcho.
O jovem foi encontrado sem vida na faixa de areia da orla de Arroio do Sal, na altura do bairro Arroio Seco, horas após desaparecer no mar.
A tragédia ocorre em meio a alertas antigos de entidades ligadas ao salvamento sobre a redução no número de guarda-vidas em atuação.
Corpo foi localizado horas após buscas noturnas sem sucesso

Segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, os salva-vidas foram acionados por volta das 18h30min de quarta-feira (24), após o registro de um afogamento próximo à guarita 20, em Torres.
As equipes iniciaram buscas ainda durante a noite, estendendo os trabalhos até aproximadamente 23h, mas não conseguiram localizar a vítima naquele momento.
Já durante a madrugada desta quinta-feira (25), populares que caminhavam pela praia avistaram o corpo na areia e acionaram as autoridades.
Os Bombeiros se deslocaram até o local e constataram que as características correspondiam às do jovem desaparecido horas antes. A confirmação oficial da morte foi feita pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Afogamento ocorreu após o fim do horário de atendimento dos guarda-vidas
De acordo com informações apuradas, o afogamento aconteceu nas proximidades da guarita 22, por volta das 18h30min.
O detalhe que chama atenção é que o atendimento regular de guarda-vidas naquela região se encerra às 18h, ou seja, no momento do incidente não havia profissionais de salvamento em serviço.
Redução no efetivo de guarda-vidas preocupa especialistas
O caso reacendeu críticas e preocupações sobre a diminuição do efetivo de guarda-vidas no Litoral Norte do Estado.
Em conversa com o Litoralmania, o 1º sargento Jeferson França, do Corpo de Bombeiros Militar do RS e vice-presidente da Associação dos Salva-Vidas Militares do RS (ASAVIME), afirmou que a situação já vinha sendo alertada antes mesmo do início da temporada de verão.
“Temos guarda-vidas civis desligados da operação por não conseguirem estar lotados em Torres”, afirmou França, destacando que a limitação impacta diretamente a segurança dos banhistas.
Déficit de 36 profissionais amplia risco de novas tragédias
Segundo dados divulgados pela ASAVIME, o município enfrenta um déficit de 36 guarda-vidas em comparação com temporadas anteriores. A redução compromete seriamente o atendimento nas praias e resulta em uma série de problemas operacionais, como:
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Postos de salvamento desguarnecidos
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Ampliação excessiva da área de cobertura por profissional
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Aumento no tempo de resposta em emergências
A entidade alerta que, em dias de mar agitado, o risco de afogamentos cresce de forma exponencial, enquanto os profissionais remanescentes atuam no limite físico e operacional.
Associação cobra ações urgentes do poder público
Diante da sequência de ocorrências graves no litoral, a ASAVIME voltou a cobrar medidas imediatas das autoridades estaduais e municipais. Entre as principais reivindicações estão:
✔ Reposição imediata do efetivo
A associação defende a contratação emergencial de novos guarda-vidas, incluindo militares e civis temporários, para recompor o quadro ainda durante a temporada.
✔ Liberação de recursos sem cortes
Para a entidade, a segurança nas praias deve ser tratada como prioridade absoluta, sem sofrer impactos de contingenciamentos orçamentários.
✔ Cobertura integral das áreas de risco
A ASAVIME cobra presença permanente de profissionais em todas as áreas identificadas como perigosas, inclusive em horários de maior fluxo de banhistas.



















