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Como eram inocentes os meus gibis – E eu acredita – Sergio Agra

COMO ERAM INOCENTES OS MEUS GIBIS — E EU ACREDITAVA! — Na luta do Mocinho contra o Bandido, do Batman versus o Coringa, do Superman em oposição ao Dr. Lex…
Foto: Sergio Agra
COMO ERAM INOCENTES OS MEUS GIBIS
— E EU ACREDITAVA! —
Na luta do Mocinho contra o Bandido, do Batman versus o Coringa, do Superman em oposição ao Dr. Lex Luthor, do Mandrake versus o Dr. Xandor, do Mickey Mouse contra o João Bafo‑de‑Onça, do 007 contra o Satânico Dr. No, o Bem sempre derrotou o Mal.
Na vida real, ao menos nestas terrae brasilis o Mal vence o Bem; o Perverso derrota o Benigno; o Bandido o Heroi; o Criminoso aniquila o Honesto; o Safado abate o decente; o Cafajeste engana o Correto, e o Golpismo triunfa e rasga uma Constituição.
Neste exato momento, 2:20 desta quarta-feira, 10 de dezembro,, a Câmara dos Deputados, na habitual “calada da noite”, aprova projeto de lei que reduz penas aplicadas a condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A proposta foi aprovada por 291 votos a 148 no plenário e seguirá para análise do Senado. Caso seja convertida em lei, o novo critério de aplicação de pena deverá alcançar todos os condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado. Assim, Jair Messias Bolsonaro, condenado pela 1ª Turma do STF a 27 anos de prisão em regime fechado cumprirá somente 2 anos.
Ao contrário de Bolsonaro e de todos os condenados, a egrégora, a vibe do Brasil certamente viverá dias de intensas trevas e instabilidades. Rasgaram-se as sagradas páginas da Constituição da República Federativa do Brasil e, consequentemente, causará impactos imprevisíveis às normas vigentes do Direito Penal e do Direito Processual Penal. O crime organizado, o PCC e o CV há muito se instalaram nas poltronas do Congresso Nacional, inclusive em suas Mesas Diretoras.
O que virá sequer Nostradamus poderia prever. Resta-nos acender velas para todos os Santos e oferecer ebós aos Sete Orixás.
— Barka, Oxalá, Ọ̀gẹ̀lẹ̀! Salve Oxalá, pai da paz!
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