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Proibidos pela Anvisa: suplementos, medicamentos, óleo de canabidiol e creatina

Proibidos pela Anvisa Produtos proibidos pela Anvisa voltam ao centro das atenções após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinar a retirada imediata de diversos medicamentos, suplementos alimentares, um óleo…
Lote, Chá de camomila, Proibidos pela Anvisa
Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

Proibidos pela Anvisa

Produtos proibidos pela Anvisa voltam ao centro das atenções após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinar a retirada imediata de diversos medicamentos, suplementos alimentares, um óleo de canabidiol e produtos à base de creatina vendidos em todo o Brasil.

As decisões mais recentes foram oficializadas no Diário Oficial da União (DOU) e fazem parte de uma ofensiva mais ampla da agência contra irregularidades sanitárias ao longo de 2025.

A medida acende um alerta importante para consumidores, profissionais da saúde e estabelecimentos comerciais, especialmente diante do crescimento do consumo de suplementos, produtos naturais e medicamentos adquiridos sem prescrição adequada.

🔍 Fiscalização da Anvisa se intensifica em 2025

Desde o início de 2025, a Anvisa vem adotando uma postura mais rigorosa na fiscalização de produtos comercializados no país. Além dos casos mais recentes, a agência já determinou o recolhimento de café, azeite de oliva, suplementos e medicamentos por problemas como:

  • Contaminação;

  • Falsificação;

  • Falhas graves nas boas práticas de fabricação;

  • Ausência de registro ou autorização sanitária;

  • Origem desconhecida dos produtos.

Segundo a Anvisa, essas ações têm como principal objetivo proteger a saúde da população, coibindo a circulação de itens que podem representar riscos graves ao consumidor.

🌿 Óleo de canabidiol é proibido por falta de autorização

Entre as decisões mais recentes, chama atenção a proibição do óleo de canabidiol Full Spectrum Oil 600 mg, da marca Leve CBD.

Por que o produto foi retirado do mercado?

De acordo com a Anvisa, o produto não possui registro nem autorização sanitária, condição obrigatória para a comercialização de derivados de cannabis no Brasil, mesmo nos casos de uso medicinal.

A agência reforça que qualquer produto à base de canabidiol precisa seguir regras específicas, incluindo autorização individual ou registro formal, garantindo controle de qualidade, procedência e segurança.

💪 Creatina: recolhimento voluntário após irregularidades

A Basecol Mix Indústria e Comércio de Alimentos iniciou o recolhimento voluntário de todos os seus produtos à base de creatina monoidratada, após a identificação de irregularidades na formulação.

🧪 Produtos afetados

O recolhimento abrange todos os itens das marcas:

  • Creatina Creamy

  • Crea Cream

  • Pasta de Creatina

  • Creme de Creatina

A creatina é amplamente utilizada por atletas e praticantes de atividades físicas, o que aumenta a preocupação das autoridades sanitárias quanto à qualidade e à composição correta desses produtos.

💊 Paracetamol com codeína tem lotes recolhidos

Outro caso que gerou forte repercussão envolve a Geolab Indústria Farmacêutica S/A, que realizou o recolhimento voluntário de diversos lotes de paracetamol associado ao fosfato de codeína.

⚠️ O problema identificado

Foram constatadas variações entre 1,9% e 2,66% na quantidade de codeína, o que pode comprometer a eficácia do medicamento e oferecer riscos ao paciente, principalmente em tratamentos de dor.

📦 Lotes afetados

  • Paracetamol + Fosfato de Codeína 500 mg + 7,5 mg (embalagens com 12, 24, 96 e 480 comprimidos – a partir de 28/01/2025);

  • Paracetamol + Fosfato de Codeína 500 mg + 30 mg (embalagens com 12, 24, 36, 96 e 480 comprimidos – a partir de 28/01/2025).

A recomendação é que pacientes procurem orientação médica ou farmacêutica antes de continuar o uso.

👂 Audioclean: medicamento para “zumbido” é totalmente proibido

A Anvisa determinou a proibição de todos os lotes do Audioclean, produto divulgado como solução para aliviar zumbidos no ouvido.

🚫 Irregularidades encontradas

  • Produto sem registro, notificação ou cadastro;

  • Divulgação com alegações terapêuticas não autorizadas;

  • Fabricante não identificado.

A agência alerta que produtos com promessas de cura ou alívio rápido, sem respaldo científico e regulatório, representam risco elevado à saúde.

⚖️ Uplife: cápsula emagrecedora tem venda suspensa

Outro alvo da fiscalização foi o suplemento Uplife, comercializado como cápsula para emagrecimento.

Motivos da proibição

  • Ausência de registro, notificação ou cadastro na Anvisa;

  • Origem de fabricação desconhecida;

  • Divulgação irregular com apelo para perda de peso.

A Anvisa reforça que suplementos não podem prometer efeitos terapêuticos ou medicinais sem comprovação e autorização oficial.

🛑 O que fazer se você comprou algum desses produtos?

A orientação da Anvisa é clara:

  • Interrompa o uso imediatamente;

  • Não descarte o produto no lixo comum;

  • Procure o local de compra ou o fabricante para informações sobre devolução;

  • Em caso de efeitos adversos, busque atendimento médico.

Consumidores também podem registrar denúncias e eventos adversos nos canais oficiais da Anvisa.

📌 Por que essas decisões são importantes?

As ações reforçam a necessidade de atenção redobrada ao comprar medicamentos, suplementos e produtos naturais, especialmente pela internet ou redes sociais.

A Anvisa destaca que registro e autorização sanitária são garantias mínimas de segurança, qualidade e eficácia.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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