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Maduro e seus adversários na eleição de 2024 – Erner Machado

  Às vezes, produzo alguns textos ou pesquisas que, por razões pessoais não os publico.         Hoje, revisando meus arquivos implacáveis encontrei, neles, este, de  setembro  de 2025, que  faz…
Erner Machado

  Às vezes, produzo alguns textos ou pesquisas que, por razões pessoais não os publico.

        Hoje, revisando meus arquivos implacáveis encontrei, neles, este, de  setembro  de 2025, que  faz parte da sérieCOMO OS REGIMES TOTALITARISTAS DE DIREITA OU DE ESQUERDA TRATAM SEUS ADVERSÁRIOS- e  refere-se ao que na Venezuela aconteceu, durante e logo após as Eleições presidenciais de 2024.

         Quando falamos dos seus adversários, da  última eleição, o comportamento do governo de Nicolás Maduro foi duríssimo.

         Aqui vai um panorama de como ele e seu aparato lidaram com a oposição depois da eleição de julho de 2024:

 Panorama geral pós-eleição

  • Após a declaração de vitória oficial de ditador, pela autoridade eleitoral, resultando numa nova reeleição, surgiram sérias alegações de irregularidades — observadores internacionais apontaram falhas, falta de transparência, ausência de auditoria completa e divergência em atas de votação.
  • Logo em seguida, milhares de pessoas — eleitores, manifestantes, simpatizantes da oposição — foram às ruas protestar exigindo a verificação dos votos. Mas o governo interpretou esses protestos como ameaça à sua permanência.

Principais formas de repressão e perseguição

  • O governo disparou uma forte retaliação: segundo relatórios de organismos de direitos humanos, as forças de segurança e grupos paramilitares aliados realizaram prisões arbitrárias — incluindo de manifestantes, civis, ativistas, jornalistas — sob acusações vagas como “incitamento ao ódio”, “terrorismo” ou “resistência à autoridade” e “golpe de estado”.
  • Houve casos documentados de homicídios, desaparecimentos forçados, tortura e maus-tratos de detidos, inclusive de pessoas que não participavam diretamente de protestos, mas foram acusadas de apoiar a oposição.
  • Detidos muitas vezes sofreram violações processuais graves: ausência de acesso adequado a seus advogados, falta de transparência nos processos, julgamentos em massa ou virtuais, e privatização da divulgação de seus paradeiros — muitas famílias não sabiam onde seus entes estavam.
  • A repressão não atingiu apenas manifestantes: políticos, apoiadores e membros da oposição, seus coordenadores de campanha, e até trabalhadores ligados ao processo eleitoral ou à organização de protestos foram alvo de perseguição. Muitos fugiram do país ou buscaram asilo.
  •  Retórica oficial e criminalização da oposição
  • Maduro e seus aliados trataram adversários como inimigos: acusaram — publicamente — candidatos da oposição e manifestantes de serem “fascistas”, “extremistas”, “terroristas” e parte de uma suposta conspiração internacional para destituí-lo.
  • Ele chegou a afirmar, diante de forças de segurança, que estava disposto a “fazer o que for preciso” para defender a “revolução” e pediu “desdobramento total” das tropas para conter o que chamou de tentativa de golpe.
  • O governo acionou medidas legais, judiciais e de segurança para investigar, deter e processar lideranças da oposição — usando acusações de “insurreição”, “terrorismo”, “incitamento à violência”.

         Repercussão internacional e sanções

  • Pela repressão pós-eleitoral, o governo Maduro foi alvo de críticas internacionais: órgãos de direitos humanos da ONU consideram que as ações da segurança venezuelana configuram crimes de extermínio, desaparecimento forçado, perseguição política  — crimes contra a humanidade.
  • Países estrangeiros e governos internacionais impuseram sanções a altos funcionários do regime, responsabilizando-os pela “negativa de um processo eleitoral livre e justo” e pelo uso da força contra manifestantes.
  •  Impactos sobre a sociedade e a oposição
  • A repressão causou medo generalizado: muitas pessoas deixaram de protestar, evitaram manifestações públicas, a mídia independente sofreu cerceamento, e muitos ativistas ou opositores optaram pelo exílio.
  • A confiança no sistema eleitoral e nas instituições do Estado, já fragilizadas, foi profundamente abalada — o que gera pessimismo sobre chances de transição democrática ou de que eleições futuras sejam legítimas.

Conclusão

        Em resumo: Maduro tratou seus adversários de 2024 com repressão em larga escala — combinando violência policial, detenções arbitrárias, criminalização, uso da justiça e discurso desmoralização e destruição de reputações de opositores — com o objetivo de neutralizar qualquer contestação à sua reeleição.

        O resultado foi um ambiente de medo, migração em massa de opositores, desmantelamento da dissidência política e sérios retrocessos nos direitos civis e políticos na Venezuela.

        Diante de tudo o que este Ditador fez e em razão da  cumplicidade das correntes de pensamentos  internos de seu pais, que o apoiam,  não espero que a Justiça dos homens  o irá punir.

        Mas, pessoalmente ,como cidadão que cultua a Liberdade que a Democracia me concede tenho certeza, absoluta, que o Juízo Implacável da História e a Justiça Divina lhe indiciarão, lhe processarão  e lhe aplicarão, perante às  Instâncias Pertinentes- na dosimetria exata e justa- a pena que ele merece.

( Recanto da Ana e do Erner  26.11.25- Capão Novo)

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