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Phishing no RS: Justiça condena Google a indenizar vítima após golpe

Phishing no RS Phishing no RS — A Justiça gaúcha condenou a Google Brasil a indenizar uma vítima que perdeu dinheiro após acessar um anúncio fraudulento exibido no topo dos…
Phishing no RS

Phishing no RS

Phishing no RS — A Justiça gaúcha condenou a Google Brasil a indenizar uma vítima que perdeu dinheiro após acessar um anúncio fraudulento exibido no topo dos resultados do buscador.

A decisão, proferida pela 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), determinou o pagamento de R$ 29,2 mil, acrescidos de correção monetária e juros, ao reconhecer falha na prestação de serviço da gigante da tecnologia.

Como o golpe começou: anúncio falso pago via Google Ads levou vítima a site fraudulento

A fraude teve início quando a vítima, buscando oportunidades de leilão de veículos, clicou no primeiro resultado exibido pelo Google — um anúncio pago via Google Ads.

A página levava a um site quase idêntico ao de um leiloeiro oficial, mas inteiramente falso.

A vítima acreditou na veracidade da plataforma, realizou um depósito e só depois descobriu que havia caído em um golpe de phishing, crime digital em que criminosos se passam por empresas confiáveis para capturar dados ou induzir transferências financeiras.

O caso reacende o debate sobre a responsabilidade das big techs no controle de anúncios exibidos em suas plataformas, especialmente aqueles que simulam serviços oficiais e exploram usuários menos familiarizados com práticas de segurança digital.

O que diz a decisão judicial: Google falhou ao permitir anúncio fraudulento

Segundo o acórdão, o Google não conseguiu demonstrar mecanismos eficazes para impedir que golpistas utilizassem sua plataforma de anúncios para veicular conteúdo malicioso.

Para o tribunal, ao exibir o anúncio como primeiro resultado em uma busca comum, a empresa transmitiu ao usuário uma falsa sensação de credibilidade.

Os desembargadores afirmaram que o Google lucra com anúncios pagos, devendo, portanto, assumir responsabilidade quando sua publicidade impulsiona golpes que lesam consumidores.

A corte destacou ainda que o consumidor médio não tem condições de identificar facilmente se um anúncio é legítimo ou não, reforçando a necessidade de mecanismos de verificação mais rigorosos.

Phishing: entenda como funciona o golpe que cresce no Brasil

O golpe de phishing é uma das modalidades de crime digital que mais crescem no país.

Ele ocorre quando criminosos enviam mensagens por e-mail, SMS, WhatsApp ou redes sociais fingindo ser empresas confiáveis, com o objetivo de enganar a vítima e obter informações sensíveis, como:

  • Senhas

  • Dados bancários

  • Informações pessoais

  • Números de cartões de crédito

  • Chaves Pix

No caso do RS, o ataque aconteceu por meio de um anúncio patrocinado — estratégia cada vez mais usada por quadrilhas, que investem dinheiro para tornar seus golpes mais visíveis e confiáveis aos olhos do usuário comum.

Especialistas alertam: golpes em anúncios pagos estão ficando mais sofisticados

Criminosos não se limitam mais a mensagens suspeitas ou sites mal diagramados. A nova geração de golpes usa:

  • Domínios visualmente idênticos aos de empresas reais

  • Páginas profissionais com certificados de segurança

  • Identidade visual copiada

  • Anúncios patrocinados exibidos no topo do Google

Segundo especialistas em segurança digital, essa sofisticação aumenta a responsabilidade das plataformas, que precisam reforçar mecanismos de verificação e rastreamento de anunciantes.

Decisão pode influenciar novos casos no Brasil

A condenação do Google abre precedente importante.

Como a empresa atua como intermediária de anúncios pagos, a decisão pode incentivar outras vítimas de golpes semelhantes a buscarem reparação na Justiça.

Tribunais brasileiros têm analisado com mais rigor o papel das plataformas digitais em relação a golpes envolvendo anúncios patrocinados, já que a lucratividade do modelo exige controles proporcionais ao risco.

Como se proteger de anúncios suspeitos

Especialistas recomendam algumas medidas para evitar cair em fraudes desse tipo:

Verifique o domínio

Sites de leilão costumam ter certificações oficiais e domínios reconhecidos.

Desconfie de preços muito baixos

Ofertas milagrosas são chamariz típico de golpes.

Pesquise o nome da empresa

Verifique se há reclamações recentes ou alertas de fraude.

Acesse páginas oficiais diretamente

Evite clicar em anúncios quando estiver buscando empresas específicas.

Cheque selos oficiais

Sites de leilões precisam ser registrados e regulamentados.

Conclusão

A decisão do TJRS reforça a crescente responsabilização das grandes plataformas tecnológicas em relação aos golpes disseminados por meio de anúncios pagos.

Para especialistas, o caso evidencia a necessidade urgente de maior controle, transparência e mecanismos de verificação — enquanto usuários continuam vulneráveis a golpes cada vez mais sofisticados.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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