Tráfico de animais silvestres alvo da Operação Libertas
Tráfico de animais silvestres duramente combatido na quarta-feira (29) com a deflagração da Operação Libertas.
Coordenada pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (ABRAMPA) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a ação envolveu Ministérios Públicos, Polícias e órgãos ambientais de 11 Estados, resultando na prisão de 18 pessoas – sendo 11 flagrantes – e na apreensão de 755 animais retirados ilegalmente da natureza.
Entre os animais resgatados, predominam aves dos biomas Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica, incluindo espécies ameaçadas de extinção, que seriam comercializadas em feiras clandestinas, pontos de venda irregular e grupos de aplicativos de mensagens.
Ação nacional com articulação interestadual
A Operação Libertas contou com a participação de órgãos do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Alagoas, Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão e Bahia, além da Polícia Federal.
O projeto é apoiado pela Freeland Brasil e financiado pelo Escritório de Assuntos Internacionais sobre Narcóticos e Aplicação de Lei dos Estados Unidos (INL).
O foco não se limitou ao tráfico de animais silvestres: também foram identificados crimes associados, como receptação, falsificação de documentos, maus-tratos, porte ilegal de armas de fogo e atuação de organização criminosa.
Projeto Libertas: integração e capacitação
Coordenado pela ABRAMPA com suporte da Freeland, o Projeto Libertas possui abrangência nacional e visa integrar Ministérios Públicos e órgãos de segurança na luta contra crimes ambientais.
Entre suas ações estão:
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Capacitação de agentes públicos
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Elaboração de manuais de enfrentamento ao tráfico de fauna
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Análise de rotas e estatísticas do tráfico
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Articulação interestadual e internacional para investigações
Operação Libertas no Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul, a operação foi coordenada pelo MPRS, por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (CAOMA).
A Polícia Federal, com apoio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMA), do Batalhão de Polícia Ambiental e do IBAMA, cumpriu três mandados de busca e apreensão em São Leopoldo e Canoas.
A ação resultou na apreensão de 24 aves silvestres mantidas ilegalmente em cativeiro e na prisão de um indivíduo em flagrante.
Entre as espécies resgatadas, destacam-se canários-da-terra, trinca-ferros, azulão e pimentão.
A ocorrência gerou a lavratura de um termo circunstanciado com base no artigo 29 da Lei de Crimes Ambientais.
A operação evidencia a gravidade do tráfico de fauna no Brasil e reforça a necessidade de ações coordenadas entre Estados e órgãos ambientais.
Além de proteger espécies ameaçadas, a iniciativa contribui para a preservação dos biomas brasileiros e para o combate a crimes.




















