Osório: presos suspeitos de torturar e matar adolescente
Osório foi um dos municípios onde a Polícia Civil cumpriu mandados de prisão preventiva contra seis suspeitos de participação no assassinato de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em maio deste ano em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
A operação, realizada nesta sexta-feira (12), incluiu também ações em Canoas, Taquari e Soledade, além de Gravataí.
Durante a ofensiva, policiais civis e militares cumpriram ordens de prisão e mandados de busca e apreensão em diferentes endereços ligados ao grupo investigado.
Quem são os suspeitos presos na operação
Entre os seis detidos, estão quatro homens e duas mulheres. Conforme a investigação:
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Dois são apontados como executores do crime;
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Dois teriam dado a ordem para a execução;
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Os demais auxiliaram na empreitada criminosa.
Durante as buscas, os agentes apreenderam celulares que podem revelar novos detalhes sobre a motivação e a dinâmica do crime.
Como ocorreu o assassinato da jovem
De acordo com o delegado Pedro Trajano, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP) de Gravataí, a adolescente, natural de Santo Antônio da Patrulha, foi atraída até o bairro Vila Imperial, em Gravataí, no dia 12 de maio.
Lá, segundo as apurações, ela foi amarrada, torturada e teve o cabelo cortado.
Em seguida, parte do corpo da vítima foi carbonizada, numa tentativa de ocultar provas e dificultar a investigação policial.
Crime teria relação com o tráfico de drogas
A Polícia Civil aponta que o crime está ligado a disputas do tráfico de drogas na região.
Essa linha de investigação é reforçada pela forma como a execução foi planejada e pela brutalidade registrada no caso.
O delegado destacou que a operação desta sexta-feira representa um passo importante, mas que as investigações continuam para identificar possíveis outros envolvidos no assassinato.
Forças policiais envolvidas na operação
A ofensiva foi coordenada pela DPHPP de Gravataí, com apoio da Delegacia de Taquari e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Soledade.
Além da Polícia Civil, o 17º Batalhão de Polícia Militar (BPM) da Brigada Militar também deu suporte na execução dos mandados, reforçando a integração das forças de segurança para combater o crime organizado no estado.


















